São Paulo economiza 500 litros de água por segundo após bônus
A Sabesp anunciou nesta segunda-feira, 10, que, após uma semana de incentivo à redução do consumo de água na Grande São Paulo, foi possível economizar 500 litros / segundo.
A Sabesp anunciou nesta segunda-feira, 10, que, após uma semana de incentivo à redução do consumo de água na Grande São Paulo, foi possível economizar 500 litros / segundo.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai tentar fazer chover no Sistema Cantareira. Não é a primeira vez que o Estado apela para a chuva artificial – e muito menos a primeira investida brasileira. A técnica já foi usada até para tentar aplacar a seca no semiárido Nordestino há mais de 50 anos. E ainda é alvo de controvérsias, por sua eficácia e possíveis efeitos indesejados no meio ambiente.
O nível do reservatório de água do Sistema Cantareira, que abastece quase 10 milhões de habitantes da capital paulista e da Grande São Paulo, está em 19,8%, informou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) neste domingo (9). É o nível mais baixo da história dos reservatórios do Cantareira, criados em 1974, e que têm registrado chuvas abaixo da média.
Com o anúncio do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), de que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) assumirá os serviços de água e esgoto do município na quarta-feira (12/02), tanto a estatal como a Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), atual gestora do sistema, correm contra o tempo para não adiarem mais uma vez a assinatura do convênio. Isso porque ainda restam pendências trabalhistas para que os 289 funcionários da empresa municipal se transfiram para companhia paulista.
A ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) de Várzea e Campo Limpo Paulista inaugurada em novembro do ano passado proporcionou aos municípios melhor qualidade da água e esgoto. Com tratamento de até 560 litros de esgoto por segundo, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) garante que as cidades não sofram com a falta de água nesse período de estiagem, beneficiando 190 mil pessoas das duas cidades.
O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), confirmou a assinatura do contrato que autoriza a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a assumir os serviços de água e tratamento de esgoto na cidade no próximo dia 12. Com isso, a Companhia de Saneamento Básico de Diadema (Saned) encerrará as atividades e a empresa estadual voltará a operar os serviços com concessão plena pelos próximos 30 anos. A assinatura inicial estava prevista para o início do mês passado, mas a Procuradoria Geral do Estado (PGE) levantou questões relacionadas aos funcionários da Saned que seriam absorvidos pela Sabesp e o acordo acabou sendo adiado por um mês.
O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), garantiu ontem que o acordo para que a Sabesp assuma os serviços de água e esgoto, sob responsabilidade da autarquia municipal Saned, será assinado dia 12.
Diante da estiagem histórica no Sistema Cantareira e em meio à crescente disputa por água entre cidades da região de Campinas e a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), os governos estadual e federal decidiram instalar um comitê anticrise. A proposta é monitorar diariamente o nível dos reservatórios e a previsão de chuva a fim de evitar racionamento generalizado, nos dois lados, sem alterar o volume atual retirado das represas.
Uma obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai trazer 4,7 mil litros de água por segundo da bacia do Rio Ribeira para a Região Metropolitana de São Paulo, que enfrenta crise no abastecimento. O problema é que o sistema só deve ficar pronto em 2018, dois anos mais tarde que a previsão inicial.
Um quarto da água captada pela Sabesp na Grande São Paulo é perdida no trajeto entre a represa e a caixa de água das casas e dos edifícios. Se tanta água não fosse perdida (2 milhões de metros cúbicos/dia), a crise pela falta de chuva no sistema Cantareira seria menor, assim como a ameaça de racionamento para 9,8 milhões de pessoas.