Concessionária já investiu R$ 430 milhões nos primeiros 15 meses de operação e prevê chegar à universalização até 2033
A Iguá Saneamento prevê investir 6,3 bilhões de reais em Sergipe ao longo do contrato de concessão para ampliar os serviços de água e esgoto no estado.
Nos primeiros 15 meses da operação, foram aportados 430 milhões de reais e construídas 24 adutoras no Alto Sertão, segundo René Silva, CEO da companhia, durante o VEJA Fórum Saneamento, realizado nesta terça-feira, 29, em São Paulo.
A operação sergipana é uma das nove que integram atualmente o portfólio da Iguá, entre concessões plenas, parciais e parcerias público-privadas. A empresa está presente em seis estados, atende 120 municípios e alcança cerca de 6 milhões de pessoas.
Considerando todo o portfólio, a companhia registra atualmente cobertura de 93% no abastecimento de água e de 37% no esgotamento sanitário. A meta é alcançar, conforme os prazos previstos nos diferentes contratos, índices de 99% para água e 90% para esgoto até 2033.
Para Silva, conquistar uma concessão é apenas o primeiro passo para a universalização. O principal desafio está na execução dos projetos, que exige planejamento dos investimentos, contratação e acompanhamento das obras para que os aportes ocorram dentro dos prazos e dos orçamentos estabelecidos.
“A partir do momento que você tem a concessão, a grande questão é como você executa esse projeto e realmente realiza essa universalização”, afirmou.
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Iguá quer chegar a 99% de cobertura de água e 90% de esgoto até 2033
Além da expansão da infraestrutura, a redução das perdas de água é outra frente considerada essencial pela empresa. Segundo Silva, o índice de perdas físicas da Iguá está atualmente em 44,8%, após uma redução de 2,3 pontos percentuais desde 2024.
O executivo destacou que diminuir esse indicador exige investimentos, tecnologia e treinamento das equipes responsáveis pela manutenção das redes.
O CEO citou Cuiabá como exemplo de operação mais madura da companhia. Na capital mato-grossense, a cobertura de esgoto passou de 45,7% para 94,4%, enquanto o abastecimento de água chegou a 100% nas áreas regulares atendidas.
No Rio de Janeiro, a Iguá já investiu 1 bilhão de reais na concessão. Entre os projetos citados por Silva estão 170 milhões de reais destinados à estação de tratamento de esgoto da Barra, além de investimentos em um coletor de tempo seco e na dragagem do complexo lagunar da região.
Para o executivo, a universalização não depende apenas da construção de infraestrutura, mas também da capacidade de manter as redes, reduzir perdas e garantir que os serviços sejam acessíveis à população.
“O saneamento é mudar a vida das pessoas, é qualidade de vida, é água tratada na torneira, é esgotamento sanitário, é saúde para a nossa população”, afirmou.
Fonte: Veja
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