O setor de saneamento ordena a suspensão de 90 dias da fluoretação por falta de insumo para tratamento.
O Ministério da Saúde está analisando a possibilidade da suspensão temporária da adição de flúor à água potável. A intervenção ocorre devido a escassez de ácido fluossilício, elemento utilizado no processo de fluoretação. A medida depende de estudos técnicos e da adoção de medidas de contingência.
O debate ganhou espaço na Justiça após a Abcon (Associação Brasileira das Empresas de Saneamento) recorrer, na quarta-feira (19), ao TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), no Distrito Federal. A entidade pede a interrupção temporária da fluoretação da água até que o abastecimento do insumo seja normalizado.
Ademais, a falta de ácido fluossilícico está relacionada aos impactos da Guerra no Oriente Médio. O insumo é produzido a partir de fertilizantes, cuja oferta foi afetada pelo conflito. Com a escassez da matéria-prima, o único fabricante nacional do ácido interrompeu a produção, reduzindo a disponibilidade do produto no mercado brasileiro.
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Ministério da Saúde suspende temporariamente o uso de flúor em água potável
Segundo a associação, a entidade tentou contatar o Ministério da Saúde cinco vezes entre junho e agosto, após identificar a falta do insumo. A associação afirma que, até o momento, o Ministério não adotou medidas suficientes para conter o problema. Desde junho, quando a empresa interrompeu a fabricação, os estoques diminuíram e o preço do ácido subiu mais de 300%.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que acompanha os estoques de ácido fluossilícico no país em conjunto com entidades do setor. Além disso, a pasta também informou que pretende apoiar o levantamento de fornecedores nacionais e internacionais para viabilizar a compra emergencial do insumo.
Por fim, a entidade não informou se adotará a suspensão do elemento nem se concederá um prazo maior.
Fonte: UrbNews
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