saneamento basico

Bancos de sementes e tecnologias de captação de água contribuem para o desenvolvimento sustentável no semiárido

Projeto atende 3.731 famílias que vivem em 69 municípios : 3.560 com bancos de sementes e 171 com cisternas e barreiros trincheiras 

Os nove estados que compõem o semiárido brasileiro – Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – terão, até o final deste semestre, a conclusão de 178 bancos de sementes comunitários. A iniciativa é uma parceria da Associação Programa Um Milhão de Cisternas – AP1MC (www.ap1mc.org.br) e da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br), que já implantou 171 unidades de tecnologia social de acesso à água de chuva para produção de alimentos: 54 cisternas calçadão, 63 cisternas enxurradas e 54 barreiros trincheiras.

O projeto “Bancos Comunitários de Sementes com Tecnologias de Acesso a Água” permite aos moradores da região o acesso às sementes crioulas de boa qualidade e adaptadas ao semiárido, e também água para nutrir os animais e irrigar a produção de alimentos. Os beneficiados são agricultores familiares, inscritos nos programas sociais do Governo Federal.  O investimento social da Fundação BB no projeto foi de R$ R$ 10,2 milhões.

Os contemplados são de 3.731 famílias localizadas em 69 municípios. Dessas, 3.560 foram mobilizadas para os bancos de sementes (40 famílias por banco) e 171 receberam as cisternas e os barreiros trincheiras. Todas foram capacitadas em gestão dos bancos de sementes, manutenção das cisternas e uso racional da água.

captacao-agua

Cultivo de grãos

As famílias também participam de intercâmbios, que permitem as trocas de sementes crioulas entre as guardiãs e guardiões, possibilitando a diversidade dos grãos que já possuem e cultivam há muitos anos. Na lista estão, principalmente, feijões (de arranque/comum e de corda/macassar/caupi), dezenas de variedades de milho crioulo, arroz, fava; sorgo, gergelim, batata, amendoim, algodão, hortaliças e nativas.

De acordo com Claudio Ribeiro, assessor de coordenação da AP1MC, cada banco comunitário possui regimento próprio de gestão de suas sementes. Ele explica que a maioria das famílias devolve uma quantidade maior do que foi tomado emprestado, com o objetivo de aumentar o estoque armazenado. No caso do milho, especificamente, há um grande cuidado nas entradas de sementes para que não ocorra a contaminação por variedades transgênicas. Nesse caso, o projeto desenvolveu kit’s de testes de onde foi possível analisar os lotes de sementes de milho adquiridos pelo projeto, evitando propagar o material genético contaminado.

cultivo-graos

 Durante a gestão do projeto, os agricultores participam de encontros estaduais das sementes, como os que já aconteceram em Vitória da Conquista (BA), Canindé (CE), Pedro II (PI), Aracaju (SE) e Porteirinha (MG). Nos dias 29 e 20 de maio, o município de Serra Talhada, sertão de Pernambuco, sediou o 3º Encontro Estadual de Sementes da Partilha. O evento reuniu agricultoras e agricultores do Agreste Central, Meridional e Setentrional e Sertão de Pernambuco para roda de experiências, diálogo compartilhado sobre transgenia, feira de troca de sementes e sabores, e uma mesa de diálogo sobre política de sementes crioulas em Pernambuco. A previsão é que os próximos encontros aconteçam em municípios de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

 Sobre as tecnologias de captação de águas

Cisternas Calçadão e de Enxurrada – são métodos usados para captação e armazenamento de água pluvial destinada ao consumo de pequenos rebanhos e plantio de hortaliças. As tecnologias sociais possibilitam a captação da água de chuva das estradas e caminhos, que normalmente se perde por escoamento superficial.
Barreiros Trincheiras – são tanques longos, estreitos e fundos escavados no subsolo. Eles têm esse nome porque se parecem muito com uma trincheira e servem para armazenar a água da chuva.

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »