Obras foram iniciadas em quatro cidades e outras duas estão previstas para 2026.
O modelo de estações móveis de tratamento de esgoto, apresentado pela Corsan como uma forma de acelerar o saneamento no Rio Grande do Sul, começa a se espalhar pelo Estado. Depois da unidade pioneira em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste, já em operação, a Companhia avança com a implantação de estações em Horizontina, São Luiz Gonzaga, Frederico Westphalen e Serafina Corrêa.
Todas as quatro novas unidades terão capacidade para tratar 20 litros de esgoto por segundo. O modelo prevê a fabricação industrializada da estrutura em Canoas e o transporte em módulos até o município de destino, onde ficam concentradas apenas as etapas de preparação da área, obras civis, montagem, interligações e testes.
Este processo reduz de dois anos para cerca de quatro meses o tempo entre o início das obras e a entrada em operação. Horizontina e São Luiz Gonzaga estão em fase final de implantação, devendo entrar em operação em setembro, enquanto Frederico Westphalen e Serafina Corrêa seguem com as etapas de montagem avançando conforme o cronograma de obras.
A expansão do modelo já tem os próximos passos definidos: a Corsan projeta iniciar, ainda em 2026, a implantação de mais duas estações móveis em Arroio Grande e Gramado, ampliando o alcance da solução a municípios de diferentes portes.
Para a presidente da Corsan, Samanta Takimi, o avanço simultâneo de novos projetos reforça o ritmo de expansão que a Companhia busca imprimir ao saneamento no Estado.
“Estamos multiplicando um modelo que já provou sua eficiência em Barra do Quaraí. Isso significa antecipar para mais famílias os benefícios do tratamento de esgoto, com ganhos para a saúde pública, os recursos hídricos e a qualidade de vida, reforçando o compromisso da Corsan com as metas do Marco Legal do Saneamento “, destaca Samanta. O Marco Legal, referido pela diretora-presidente, determina que todos os municípios brasileiros tenham ao menos 90% de seus territórios atendidos por rede de esgoto até 2033.
LEIA TAMBÉM: Mais de 2 toneladas de lixos são retiradas semanalmente das praias de Boa Vista
O modelo das estações móveis
Desenvolvidas em parceria com quatro empresas gaúchas, as estações são fabricadas em módulos. Cada módulo tem capacidade para tratar vazões de 2,5, 5, 10 e 20 litros por segundo. Ademais, a equipe pode combinar os módulos para atender sistemas de até 50 litros por segundo.
Essa flexibilidade permite que a solução atenda, de forma independente, 294 dos 317 municípios operados pela Corsan no Rio Grande do Sul.
Além de reduzir o tempo de implantação, o modelo industrializado diminui a movimentação de materiais nos canteiros de obras. Também gera menos resíduos durante a construção. Além disso, ocupa áreas menores. Isso facilita, inclusive, futuras ampliações conforme o crescimento das cidades atendidas.
As novas estações são conectadas ao Centro de Operações Integradas (COI) da Corsan. O sistema monitora o funcionamento das unidades em tempo real. Dessa forma, permite identificar, de forma rápida e preventiva, as necessidades de intervenção. Também dá suporte às equipes locais.
A iniciativa faz parte da estratégia da Corsan de impulsionar a inovação em parceria com a indústria gaúcha. O objetivo é acelerar a universalização do saneamento. Além das estações móveis, a iniciativa inclui projetos como o desenvolvimento de caminhões operacionais customizados.
Também contempla a criação do Parque de Infraestrutura e Inovação, em Esteio. Por fim, a estrutura reúne fábrica de tubos, usina de asfalto e laboratórios. Dessa maneira, busca oferecer mais autonomia e velocidade às obras no Estado.
Fonte: Correio do Povo