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Itaúna Inaugura ETE

Novo Hamburgo estuda medidas para aumentar coleta de esgoto

Construção de fossas e filtros devem garantir o tratamento na ETE Luiz Rau, que ainda será inaugurada

A redução de custos operacionais e de construção de novas estações de tratamento de esgoto (ETEs) foi um dos temas abordados em reunião realizada, nesta semana, na prefeitura entre a Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, secretaria do Meio Ambiente e secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação. A proposta apresentada prevê a construção de fossas e filtros que, quando a ETE Luiz Rau estiver pronta, devem garantir o tratamento de esgoto.

O processo faz parte de um trabalho de revisão do Plano Municipal de Saneamento, que está sendo revisado por uma equipe de profissionais da Comusa. A ação tiraria a necessidade de uma estrutura física de ETE e seus custos de manutenção e operação, o que deve impactar não apenas os gastos públicos como também dos loteamentos.

De acordo com a coordenadora de produção da Comusa, Luciane Maria, existem diversas ETEs que tratam parte do esgoto no município, mas, com a utilização de fossa e filtro, a área de abrangência da futura Luiz Rau, que engloba os arroios Gauchinho, Luiz Rau e Pampa, não necessitará dessas estruturas.

“Envolve um consumo alto de energia elétrica, custo para manter os operadores e muito mais. De acordo com o Marco do Saneamento, que estamos trabalhando para nos adequar, esse tratamento pode ser feito com a instalação de fossas e filtros. Por isso é importante que isso conste no nosso Plano de Saneamento para que se torne viável”, afirma.

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Além disso, a Comusa estuda a possibilidade do impacto que a instalação de fossas e filtros em Novo Hamburgo pode representar no índice do município. “Temos as estações que respondem por 7,5% do tratamento de esgoto em Novo Hamburgo. Mas, há municípios que, apenas com fossa e filtro, calculam seu índice como 100% de esgoto tratado. Estamos fazendo esse levantamento que, juntamente com a ETE Luiz Rau, quando estiver com as três etapas concluídas, possa colocar nossa cidade próxima dos 90% de esgoto tratado estipulados no Marco Regulatório do Saneamento”, disse o diretor, Márcio Lüders.

Ele destaca que essa iniciativa desburocratiza e agiliza o processo de tratamento de esgoto, facilitando o aumento do saneamento no Município.

“Esse é um trabalho de planejamento que evita uma dor de cabeça futura. Não precisamos ter uma ETE em um determinado local que vai redirecionar os resíduos para uma segunda estação, tornando esse ciclo redundante. Com essa iniciativa, vamos poder usar a capacidade da Luiz Rau, reduzindo custos e facilitando obras”, aponta.

Fonte: jornaldocomercio.com

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