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Em dois meses, Sanepar coleta e trata 80,6 bilhões de litros de esgoto

Em dois meses, Sanepar coleta e trata 80,6 bilhões de litros de esgoto

Em janeiro e fevereiro, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) coletou e tratou 80,6 bilhões de litros de esgoto nas cidades em que administra o sistema de saneamento.

Portanto, em apenas dois meses, a Companhia evitou que um volume equivalente a 32.240 piscinas olímpicas fosse despejado na natureza, o que traria prejuízos ambientais e para as pessoas.

Esse volume é 2,6% maior que o tratado pela companhia no mesmo período de 2025, resultado do avanço da cobertura, com 100,8 mil novas economias (unidades de consumo) conectadas à rede. Ademais, todo esse dejeto que deixa de ser lançado no meio ambiente reflete na saúde, na educação e na economia, com redução da mortalidade infantil e de doenças causadas por contato com água contaminada.

Para a natureza, o tratamento garante a sobrevivência de ecossistemas inteiros: ao impedir que dejetos e produtos químicos cheguem aos rios, preserva-se a oxigenação da água, a vida aquática e a pureza dos mananciais.

No mesmo período, e na contramão dos esforços de preservação ambiental, o Brasil lançou diretamente na natureza um volume de esgoto quase dez vezes maior. Ao todo, o país gerou e não tratou um montante equivalente a 305.370 piscinas olímpicas de esgoto, que acabaram despejadas no meio ambiente. Esse cenário evidencia, portanto, os desafios ainda existentes na universalização do saneamento básico no país. O dado é do Esgotômetro do Instituto Trata Brasil.

A Sanepar coleta 82,4% do esgoto nas áreas urbanas em 219 municípios do Paraná e trata corretamente 100% do que recolheu, dentro da legislação ambiental. A média brasileira de coleta está bem abaixo, apenas 55,2%; a o percentual nacional de tratamento dos dejetos é ainda menor, 51,8%.

“A criação e a ampliação de novas redes de coleta são essenciais para a melhoria da qualidade de vida, saúde, educação e produtividade econômica. Por isso, estamos há anos investindo pesado em novas estruturas de tratamento de esgoto e seguiremos em ritmo acelerado de expansão e melhorias da rede”, destaca o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley.

Até 2030, a Sanepar vai investir mais R$ 6,75 bilhões na expansão e na modernização dos sistemas de esgotamento sanitário nas cidades em que atua.A Sanepar pretende atender 90% da população urbana antes de 2033, prazo estabelecido pelo Marco Regulatório do Saneamento Básico para a universalização dos serviços no país. A meta vale para as 5.570 cidades brasileiras e orienta a ampliação da cobertura de saneamento em todo o território nacional.

ALTOS ÍNDICES DE PUREZA

O esgoto que tem tratamento adequado resulta em dois produtos:

  • O lodo, um resíduo pastoso e rico em matéria orgânica que pode ter outros usos. Ademais, pode se transformar em adubo, gerar biodiesel e produzir energia elétrica.
  • E a água limpa, que volta ao curso dos rios.

Na Sanepar, o tratamento é feito em 273 estações, que cuidam exclusivamente do esgoto. Além disso, todas obedecem a parâmetros legais de “devolução” da água ao leito dos rios com baixos índices de poluição orgânica. Medidos em Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). Quanto menor o DBO, mais pura está a água.

Por fim, nas estações Atuba Sul e Belém (em Curitiba) e Alvorada (Maringá), por exemplo. Os índices registrados são extremamente baixos, não atingindo sequer 50% do limite. A Estação de Tratamento Norte (Cascavel) tem DBO quatro vezes menor que o limite legal, com 18 mg/l, quando o máximo permitido é de 80 mg/l.

Fonte: Jornale


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