Seis anos após novo marco legal, investimento em saneamento cresce 51%, mas segue aquém do preciso
O Recursos somaram R$ 112,6 bilhões, mas distribuição é desigual. Mais da metade desse valor foi destinada ao Sudeste.
O Recursos somaram R$ 112,6 bilhões, mas distribuição é desigual. Mais da metade desse valor foi destinada ao Sudeste.
Levantamento da Abes mostra que só 3,67% das cidades avaliadas alcançaram os indicadores mais próximos das metas previstas para 2033
A falta de coleta e tratamento adequado de esgoto continua sendo um dos principais desafios para a saúde pública no Brasil. Embora muitas vezes invisível no cotidiano das cidades. O saneamento básico está diretamente ligado à prevenção de doenças, à preservação ambiental e à qualidade de vida da população.
Após décadas com aportes abaixo de R$ 7 bilhões. O estado de São Paulo registrou em 2025 o maior volume de investimentos em saneamento básico da história, impulsionado pela desestatização da Sabesp.
Moradores da comunidade Portelinha, localizada no bairro do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista. Estão prestes a experimentar uma mudança significativa em suas rotinas.
A desestatização da Sabesp, realizada pelo Governo de São Paulo em 2024, impulsionou uma série de mudanças no setor de saneamento básico no estado. Segundo dados da companhia, o novo modelo ampliou investimentos, acelerou obras e, além disso, aumentou a cobertura de água e esgoto, com o objetivo de antecipar a universalização dos serviços para 2029.
Faltando sete anos para o prazo de universalização do saneamento básico previsto no Novo Marco Legal do Saneamento, o Brasil ainda convive com desafios no acesso aos serviços. Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), obtidos com exclusividade pelo R7. Mostram que 16% da população brasileira não têm acesso à água potável e 43% vivem sem coleta de esgoto.
Os rios Tietê e Pinheiros cruzam São Paulo e são alimentados por córregos e afluentes. Ambos estão poluídos há décadas, principalmente devido ao esgoto in natura despejado diariamente em seus leitos.
Seis cidades de São Paulo são as únicas do Brasil a alcançar a pontuação máxima do ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. O estado passa pelo maior volume de investimentos de sua história após a desestatização da Sabesp, com 120% mais recursos, o que impacta a modernização da rede.
A desestatização da Sabesp, realizada pelo Governo de São Paulo em agosto de 2024, permitiu ampliar o volume de investimentos em saneamento básico. Com isso, a companhia busca antecipar a universalização dos serviços de água e esgoto no estado.