saneamento basico

Casan quer voltar a administrar a água em Palhoça

Basta apenas um telefonema do prefeito Camilo Martins para o presidente da Casan, Válter Gallina, iniciar o processo de retorno da Casan (Companhia de Água e Saneamento de SC).

É sabido que o processo de municipalização da água em Palhoça a partir de 2007 foi uma ilusão, pois a empresa “Águas de Palhoça” acabou envolvida em irregularidades, hoje sendo investidas por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa, sem contar que a Polícia Federal efetuou prisões.

Camilo Martins não tem nada a ver com os rolos da municipalização da água em Palhoça, até porque ele não participava da administração anterior, a que decidiu não renovar o contrato de renovação dos serviços de abaste-cimento de água em Palhoça que até então eram realizados pela Casan.

O argumento para municipalizar era a de que a “Casan estava muito falha em seus serviços”. O problema é que, com a municipalização, o serviço de abastecimento não melhorou de acordo com a propaganda. Em resumo: o que tinha problemas ficou pior e, ainda por cima, veio a encalhar num processo judicial, prisões efetuadas pela Polícia Federal e CPI na Assembleia Legislativa

A Casan passou por mudanças signifitivas, agora sob a presidência de Válter Gallina, e a empresa vem realizando uma série de investimentos nos municípios em que atua.

Basta um telefonema e a CASAN inica as negociações com Palhoça, afirma o Presidente da empresa.

GAECO FECHA O CERCO CONTRA CONCESSÔES

A prefeitura de Palhoça firmou a contratação emergencial de uma empresa para responder pelos serviços da autarquia Águas de Palhoça. A empresa, selecionada sem licitação, é a Companhia Nacional de Saneamento (Conasa), com sede em Itapema; é a mesma administradora da Águas de Itapema, onde o histórico de reclamações contra os serviços é amplo. Tanto o extrato de dispensa de licitação quanto o contrato de prestação de serviço com a Conasa foram publicados no Diário Oficial dos Municípios de SC na segunda-feira, dia 6.
A previsão de duração do contrato é de três meses. Para todo o tempo de atuação, serão investidos R$ 2,52 milhões, divididos em parcelas de R$ 840 mil. O diretor da autarquia, Sergio Matiello, salientou que a empresa já atua no órgão desde 1º de janeiro. “Eles começaram a funcionar desde o começo do ano, e as reclamações de problemas diminuíram bastante”, garante.
Críticas ao modelo
Os contratos emergenciais não são vistos com bons olhos. As críticas a esse modelo se alicerçam no fato de a licitação, teoricamente, garantir a seleção da proposta mais vantajosa, oferecendo chances iguais aos que desejam ter um contrato com a administração pública, enquanto o contrato emergencial favorece uma determinada empresa, escolhida pelo poder público.
Em agosto de 2007, após comunicar o desligamento dos serviços da Casan, o primeiro contrato emergencial foi emitido em Palhoça. De lá para cá, pelo menos cinco outros contratos com seis meses de duração foram firmados, e diversos processos licitatórios, cancelados. Nas empresas escolhidas nas seleções, o nome do grupo Raiz Soluções Ltda. era frequente. Até a operação “Águas de Palhoça”, realizada pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), identificar irregularidades em contratos com a empresa e a Raiz se tornar alvo de escândalos, em julho de 2013. Investigações apontariam que o esquema teria desviado mais de R$ 1 milhão.
A nova contratação ainda contraria a previsão feita pelo prefeito Camilo Martins na data em que completava 100 dias de governo, quando afirmou ao jornal Palavra Palhocense: “A possibilidade de contrato emergencial é remota, é zero”. Na ocasião, o prefeito via três saídas para a situação: devolver a água para a Casan, manter o sistema de terceirização ou fazer a municipalização “na essência”. Pelo que Camilo Martins revelou em nova entrevista ao Palhocense no final do ano passado, a atual gestão optou pela municipalização.
Primeiro, será contratada uma empresa terceirizada, que fará o serviço durante um ano (prorrogável por mais um ano) e durante esse período passará sua “expertise” para servidores municipais que serão contratados via concurso público. Aí, é a prefeitura quem assume toda a responsabilidade pelo serviço. O edital de licitação ficou pronto, mas, como tinha alguns erros, precisou ser revisto. Situação que deve ter contribuído para que fosse estabelecido o contrato emergencial com a Conasa, já que trata-se de um serviço essencial à população, que não poderia parar até que corresse todo o processo de licitação.
O prefeito foi procurado para comentar o assunto mas não foi localizado.

Envolvidos na operação “Águas de Palhoça”
têm bens bloqueados pela Justiça

Uma liminar judicial decretou, no dia 19 de dezembro, o bloqueio dos bens dos envolvidos na operação que deflagrou irregularidades nos contratos da autarquia Aguas de Palhoça. A operação “Águas de Palhoça” denunciou seis pessoas suspeitas de fraudes em licitações públicas no município. Com a ação, devem ficar retidos cerca de R$ 1,1 milhão para o ressarcimento dos cofres públicos.
A operação foi instaurada pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em uma força-tarefa formada por Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria da Fazenda e Polícia Rodoviária Estadual no dia 15 de julho de 2013. Através da investigação, foi possível identificar irregularidades nos contratos com a empresa responsável pela Águas de Palhoça, que resultou na prisão do ex-secretário de governo do município, Carlos Alberto Fernandes Júnior e outras três pessoas.
Os suspeitos chegaram a ser encaminhados para a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, onde passaram a noite na cadeia, mas conseguirem um habeas corpus e atualmente aguardam para responder em liberdade.
Tiveram os bens bloqueados Carlos Alberto Fernandes, o Neno; Carlos Alberto Fernandes Júnior, o Caco; Luiz Fernando Oliveira da Silva, o Dentinho; Allan Pyetro de Melo de Souza; Janaina de Farias; Fábio Ribeirete Silva; e a empresa Raiz Soluções Inteligentes Ltda, principais acusados de suposta fraude nos contratos.
De acordo com a determinação da Justiça de Santa Catarina, a medida ainda objetiva a reserva de recursos para a aplicação de eventuais verbas públicas.

CPI das Águas
Após denúncia realizada pelo Ministério Público de Santa Catarina, os deputados protocolaram o pedido de abertura de uma CPI para investigar o caso. A iniciativa partiu da deputada Angela Albino (PCdoB), que recolheu as assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Conforme a deputada, a intenção da CPI era levantar todas as cidades em que situações semelhantes se repetiram. “No estado inteiro, vimos a repetição de um modo de operar para corromper os contratos, através da municipalização e privatização, inclusive com contratos com a empresa Raiz Soluções Limitadas”, esclarece.

No entanto, no mesmo mês, a CPI encontrou seu primeiro entrave. “O deputado Maurício Eskudlark (PSD) questionou a CPI, e ela acabou voltando para a Comissão de Cidadania e Justiça”, expõe Angela.
Com isso, a CPI estacionou e neste momento aguarda que os partidos indiquem os nomes dos deputados que deverão integrar a comissão. “Nós precisamos dessas indicações para que possamos começar as investigações. E para isso não temos nenhum prazo definido”, lamenta Angela. Conforme a deputada, na retomada dos trabalhos, em fevereiro, o assunto deve voltar a ser pautado para as sessões.
Angela ainda esclarece que a CPI pretende levantar quais as arestas administrativas que permitiram que situações como essas acontecessem. “Queremos discutir o porquê se chegou a este ponto e quais os mecanismos que não protegeram o erário, para que achemos também novos meios de coibir estas práticas ilícitas e prejudiciais aos cofres públicos”, revela.
Ela ainda acredita que o serviço público deva ser gerenciado por empresas consolidadas nesse setor, com mais estrutura, inclusive para investimentos no município. “Estamos discutindo com o Tribunal de Contas a criação de mecanismos que proíbam a renovação de contratos emergências e estimular que os municípios permaneçam no sistema Casan, inclusive com incentivo fiscais”, indica.

Fonte: http://www.palhocense.com.br/on-line/cotidiano/em-contrato-emergencial-conasa-assume-autarquia-da-aguas-de-palhoca-1.1410664#.VEbM3fnF98E

 

Últimas Notícias:
Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor

Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor

Há quatro meses o estreito de Ormuz continua fechado por conta da guerra no Oriente Médio. O aumento consequente no preço do petróleo e o efeito cascata resultante nos diversos produtos que envolvem o recurso na produção levaram a uma disparada no valor de insumos e materiais usados nos setores de infraestrutura, rodovias e saneamento, chegando a até mesmo afetar a qualidade da água que abastece as casas.

Leia mais »
Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

A Aegea planeja fazer um aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões, como forma de reduzir sua alavancagem financeira, que está próxima dos limites de endividamento da companhia. Além disso, a convocação dos sócios para a capitalização, divulgada na terça-feira (7), ocorreu em meio à crise da empresa junto ao mercado financeiro.

Leia mais »