saneamento basico

Copasa cai mais de 2% após pedir suspensão de covenants

Companhia de Saneamento de Minas Gerais, Copasa (CSMG3) já acumula 30% de perdas em 2016 e vê nesta terça-feira (19) seus papéis serem pressionados após a solicitação da suspensão dos convenants financeiros (garantias sobre a dívida) aos seus debenturistas. Os ativos da companhia recuam 2,48%, cotados a R$ 11,02.

A empresa deve apresentar aos debenturistas da 1ª e 2ª séries de sua 6ª emissão, a suspensão de covenants financeiros previstos na escritura da emissão, válidos para o ano de 2015. Segundo proposta formulada pela companhia na semana passada, e apresentada no último sábado, a suspensão vale para a obrigação de manter a relação dívida líquida/Ebitda Ajustado menor ou igual a 4 vezes, e a relação Ebitda Ajustado/Serviço da Dívida menor ou igual a uma vez.

A Copasa marcou para 28 de janeiro uma assembleia para que os debenturistas deliberem sobre a proposta. Segundo a companhia, alguns fatos justificam o pedido de suspensão de covenants, incluindo a elevação de seu endividamento, nos últimos anos, o que reflete os investimentos feitos em planos de expansão e manutenção de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, no valor médio de R$ 900 milhões por ano. Ainda assim, segundo a Copasa, esse valor se mostrou insuficiente para atender os compromissos firmados com os municípios que contrataram os serviços.

Fonte: Infomoney
Foto: Google

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »