saneamento basico

Cubatão autoriza Sabesp a retomar obras embargadas

Três dias após ter as obras embargadas, a Sabesp recebeu autorização para reativar suas frentes de trabalho em Cubatão. A medida foi tomada na tarde desta quinta-feira, pela prefeita Marcia Rosa (PT), ao receber um plano emergencial de recuperação de vias públicas.

Para isso, a estatal antecipará em 60 dias as ações complementares de ruas e calçadas danificadas durante a execução do Programa Onda Limpa no Município. Prevista para ser aberta em abril, a licitação para contratar a empresa responsável pelas obras ocorrerá em fevereiro.

A data consta no ofício emitido pelo superintendente da Unidade de Negócio Baixada Santista da estatal, João Cesar Queiroz Prado, nesta quarta-feira. Diante do posicionamento, a estatal teve garantida a retomada das obras em solo cubatense.

Alvo de queixas de moradores, o rastro de desníveis e buracos em ruas do Jardim São Francisco motivou a paralisação das obras de remanejamento da linha de esgoto, na manhã de segunda-feira. Em reunião realizada naquela tarde, a chefe do Executivo determinou prazo de 48 horas para que a Sabesp apresentasse uma solução definitiva ao impasse. No encontro, representes da estatal reconheceram o problema e se comprometeram a executar os serviços necessários.

Esse posicionamento é semelhante a um ofício enviado pela Sabesp ao Paço Municipal, na quinta-feira passada. O informe atenta para o reparo de mais de 1,5 mil metros quadrados de bloquetes e cerca de 650 metros quadrados de asfalto. Metragens que a Prefeitura afirma ser maior.

6,5 mil sem água
Em nota, a Sabesp afirma manter tratativas junto à Municipalidade para solucionar os casos comprovados de sua responsabilidade. “E reitera sua intenção em investir continuamente na melhoria e expansão de seus sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto, buscando a universalização dos serviços prestados à população”.

Por conta do embargo, a estatal acrescenta atraso para implantar nova adutora na Ilha Caraguatá – bairro divisório com a parte insular de São Vicente. Desta forma, 1.673 residências do bairro – cerca de 6,5 mil moradores – terão retardado o reforço do abastecimento de água tratada.

Reuniões com diretores, superintendentes e corpo técnico da Companhia foram realizadas junto aos representantes da Secretaria Municipal de Obras, além de vistorias nos locais cuja pavimentação é responsabilidade da Sabesp. Assim ficou acordado que os serviços decorrentes das obras de saneamento serão regularizados dentro das obras complementares do Onda Limpa. Ressaltando que tal projeto já será licitado neste mês de fevereiro“, diz a nota.

Com relação ao bairro Jardim São Francisco, a Sabesp informa que equipes técnicas estão na fase final da implantação de uma tubulação pressurizada que direciona os esgotos à estação de tratamento. “Para finalizar a melhoria, faltam pouco mais de 100 metros (entre pavimento de terra e sextavado). Foi feita uma reposição provisória no trecho que recebeu intervenções (próximos à Rua Belarmino do Amaral) para, após a compactação do solo, serem feitos o nivelamento e a pavimentação definitiva do local, finalizando os serviços de melhoria do sistema de esgotamento sanitário do bairro“.

Fonte: A Tribuna
Veja mais: http://www.atribuna.com.br/cidades/cubat%C3%A3o-autoriza-sabesp-a-retomar-obras-embargadas-1.363266

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »