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Fitch rebaixa nota de crédito da OAS após pedido de recuperação judicial

A Fitch Ratings rebaixou a nota de risco de inadimplência da construtora OAS e suas subsidiárias, após o grupo entrar com um pedido de recuperação judicial na terça-feira (31), em decorrência das investigações da operação Lava Jato.

A agência cortou os IDRs (Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) em moeda local e estrangeira da OAS S.A. e da Construtora OAS S.A. de ‘RD’ para ‘D’, e os rating nacionais de longo prazo das duas companhias para ‘D(bra)’, de ‘RD(bra)’.

A Fitch também rebaixou o rating nacional da OAS Empreendimentos S.A. (OAS Empreendimentos) para ‘D(bra)’, de ‘RD(bra)’. Segundo a agência, o rebaixamento reflete o pedido de recuperação judicial da OAS.

Além da OAS, o pedido envolveu a Construtora OAS, a OAS Empreendimentos, a SPE Gestão e Exploração de Arenas Multiuso S.A., a OAS Infraestrutura S.A., OAS Imóveis S.A., OAS Investments GmbH, OAS Investments Limited e OAS Finance Limited.

Em 2 de janeiro de 2015, a OAS suspendeu o pagamento de juros e de amortizações, pois a proposta de renegociação de sua dívida feita pelos bancos piorou após a companhia ser envolvida em denúncias da investigação Lava Jato.

A OAS vinha enfrentando dificuldades na venda de seus ativos, devido a várias ações de bloqueio apresentadas pelos credores na Justiça. A Fitch acredita que a recuperação judicial facilitará a venda desses ativos, uma vez que, com a autorização da Justiça, os credores dificilmente contestarão a decisão.

Em janeiro, as agências Fitch, Standard & Poor’s e Moody’s já haviam reduzido a nota de crédito da empresa após o não-pagamento de juros de dívidas. Com o agravamento de sua situação, a OAS decidiu, ao final de 2014, suspender temporariamente o pagamento das dívidas que venceriam a partir de janeiro.

Venda de ativos
Junto com o pedido de recuperação judicial, a OAS também informou que vai colocar à venda suas participações na Invepar (24,44% do negócio), a fatia no Estaleiro Enseada (17,5%), na OAS Empreendimentos (80%), na OAS Soluções Ambientais (100%), na OAS Óleo e Gás (61%) e na OAS Defesa (100%), além da Arena Fonte Nova (50%) e da Arena das Dunas (100%).

Segundo a empresa, após o deferimento do pedido de recuperação pela Justiça, o grupo terá 60 dias para apresentar o plano de reestruturação das dívidas aos credores e fornecedores,
que terão mais 120 dias para discutir e aprovar a proposta.

“As dívidas contraídas até a data de hoje (31 de março) serão congeladas e renegociadas. Todas as que forem feitas a partir do mês de abril serão integralmente cumpridas. Pagamentos de salários e benefícios de colaboradores não serão afetados pelo processo de Recuperação Judicial. De forma direta ou indireta, são mais de 100 mil colaboradores envolvidos”, afirma o texto.

Envolvimento na Lava Jato
Quatro executivos da OAS foram presos por conta da Lava Jato: o presidente da empresa, José Adelmário Pinheiro Filho; o vice-presidente do Conselho de Administração Mateus Coutinho de Sá Oliveira; o diretor Agenor Franklin Magalhães Medeiros e o funcionário José Ricardo Nogueira Breghirolli.

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal negou um pedido de liberdade apresentado pelos quatro executivos.

A OAS teve o nome relacionado à Operação Lava Jato em novembro de 2014, quando a Polícia Federal deflagrou a sétima fase da investigação.

 

Fonte: G1

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