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‘Foi orientação do MP’, diz Alckmin sobre demissões na Sabesp

O governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin falou sobre as demissões na Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) durante visita a Ourinhos (SP) nesta terça-feira (10). O governador alegou que as demissões de pelo menos 500 funcionários da Sabesp não tem relação com a crise hídrica ou corte de gastos. “As demissões foram orientação do Ministério Público. Grande parte são aposentados e apenas 2% dos 15 mil funcionários foram demitidos”, explica.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema), corte no quadro de funcionários da Sabesp já resultou na demissão de pelo menos 500 trabalhadores da companhia desde o começo do ano.
Ainda sobre a crise hídrica, Alckmin disse que a Sabesp está investindo em obras e os níveis da represa estão subindo, mas que os cuidados com o gasto excessivo precisa ser controlado. “Estamos recuperando os reservatórios, mas continuamos com a campanha para economizar. Com os bônus para quem economizar, que a população aderiu muito bem”, afirma.

O governador também afirmou que não pretende fazer mais cortes no orçamento do estado em 2015. Alckmin disse que não quer tomar essa medida, mas o estado depende da arrecadação deste ano. “Nós vivemos praticamente do ICMS e não queremos reduzir os investimentos. Estamos fazendo um esforço na área de custeio para preservar o investimento e toda prioridade que é educação, saúde e segurança pública”, afirma.
Em Ourinhos, o governador entregou um hospital-dia e um centro cirúrgico do AME para atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Na sequência, o governador seguiu até Canitar para inaugurar uma unidade do programa creche escola.

Em Ourinhos, o governador entregou um hospital-dia e um centro cirúrgico do AME para atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Na sequência, o governador seguiu até Canitar para inaugurar uma unidade do programa creche escola.

Protesto
Alguns professores da rede pública protestaram na saída do governador após coletiva em Ourinhos. Com cartazes eles reclamavam da resolução que proibiu a atribuição de aulas de treinamentos desportivos nas escolas. “O governador aprovou a resolução. Não dá oportunidade aos jovens de praticar esportes. Os treinamentos foram cortados, futebol, atletismo, handebol (etc.), que fazem parte dos jogos escolares”, explica o professor de educação física Adolar José Raimundo.
Manifestantes com outras reclamações escritas em cartazes também protestaram. Direitos iguais para todos, melhorias em avenida que liga cidade à Unesp e salário baixo eram alguns dos pedidos do protesto.

Fonte: G1

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