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MT: 57% da água tratada de Cuiabá é furtada

As ligações clandestinas no sistema de abastecimentos de água de Cuiabá afetam diretamente no faturamento e na disponibilidade de água para quem utiliza o serviço de maneira de regular. O índice de perdas (furtos de água) chega a 57% do volume produzido na Capital, situação considerada preocupante, como apontado no “Relatório de evolução dos indicadores de qualidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Cuiabá”, realizado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (Amaes), divulgado nesta semana.

O furto da água e as ligações irregulares também trazem à tona outro relevante problema: a continuidade e disponibilidade de água com qualidade, pressão e volume. A Amaes aponta para a necessidade de melhorias urgentes, com medidas incisivas, além de focar na reserva de água.

Para amenizar o problema e o risco ao qual é exposto a qualidade da água, o relatório recomenda ainda a atuação do município de Cuiabá na fiscalização e repressão do uso inapropriado dos serviços de água, que afetam diretamente o controle das perdas (furtos de água).

“As ligações clandestinas refletem perdas significativas no faturamento e sustentabilidade dos serviços, além dos prejuízos quanto à disponibilidade de água, já que não há preocupação quanto ao uso racional da mesma”, diz trecho do relatório.

No que se refere à concessionária, neste caso a CAB Cuiabá, a agência cobra a apresentação do Plano de Recuperação e Gestão de Perdas com detalhamento técnico e operacional e descrição detalhada de ações para a melhoria de desempenho quando ao Índice de Perdas Reais (IPR), e dá o prazo até o dia 30 de dezembro deste ano.

“A CAB precisa se posicionar com ações efetivas que aprimorem a qualidade do serviço. É preciso coibir as invasões e clandestinidade e melhorar o tratamento de esgoto”, afirmou Karla Regina Lavratti, presidente da Amaes.

RELATÓRIO

O relatório foi publicado na íntegra no Diário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), na edição que circulou na quarta-feira (19). O estudo teve como base documentos comprobatórios dos serviços realizados, como visitas e verificações de campo e das instalações da concessionária, além de informações técnicas anuais, auditoria de verificação e relatórios internos e registros da Ouvidoria, ambos da Amaes.

A avaliação dos indicadores e da Pesquisa de Opinião Pública sobre a prestação dos serviços corresponde ao período de 1º de maio de 2013 a 30 de abril deste ano, considerado o segundo ano da concessão dos serviços.

Fonte e Agradecimentos: http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=112&&cid=38734

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