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Receita e lucro da Casan tiveram crescimento

A Casan viu em 2012 sua receita aumentar mais de R$ 100 milhões e seu prejuízo se transformar em lucro de mais de R$ 21 milhões em comparação com 2010. Além de fechar 2011 e 2012 com lucro, tudo indica que 2013 não será diferente, uma vez que até setembro do ano passado, o resultado da companhia chegou a R$ 19,8 milhões.

Rafael Costa, analista de mercado da Próprio Capital Gestão de Recursos, de Florianópolis, afirma que o setor de fornecimento de água cresce pela alta demanda nos últimos anos e se mantém em baixo risco para o investidor, porque em geral é controlado por monopólios. Por isso, o cenário não poderia ser mais positivo para a Casan.

As contas mais ajustadas a partir de 2011 têm a ver com a tentativa de vender até 49% das ações da Casan para um investidor privado, no governo de Raimundo Colombo. O diretor financeiro e de relação com os investidores da Casan, Laudelino de Bastos e Silva, comenta que o governo pretende buscar investidores com experiência na área para capitalizar a empresa e conseguir recursos suficientes para terminar o plano de investimentos até 2032.

Estamos preparando a empresa para que, tão logo as obras de saneamento estejam em execução, ocorra via leilão a venda de até 49% das ações da Casan.

O prejuízo registrado em 2010 pela empresa, de R$ 11,477 milhões, é atribuído à reserva de dinheiro para uma possível perda de ação judicial. Silva afirma que o lucro fiscal da estatal naquele ano foi de mais de R$ 34 milhões, já que as reservas para perdas judiciais não são computadas para o cálculo do imposto de renda.

O risco de perder mais municípios
O problema da falta d’água em Florianópolis fez o prefeito Cesar Souza Jr. admitir a possibilidade de rever o contrato com a Casan. Se a decisão fosse levada a cabo – o que implicaria uma alta multa para o município –, a estatal perderia o seu maior cliente, responsável por 27,4% do faturamento bruto. O acordo entre a prefeitura e a Casan foi renovado em junho de 2012 e vale até 2032.

Joinville e Blumenau já optaram por municipalizar o serviço. No Norte catarinense, a empresa mista Águas de Joinville assumiu o saneamento em 2005. O presidente Roberto Luiz Carneiro explica que na época do rompimento com a Casan, Joinville avaliou que a estatal não investia na região na proporção em que arrecadava com a cidade. Em 2013, o lucro da Águas de Joinville foi de R$ 14 milhões, enquanto a Casan registrou até setembro do mesmo período um resultado de R$ 19,8 milhões.

Em Blumenau, a Odebrecht Ambiental assumiu a concessão dos serviços de água e esgoto em 2010, quando o saneamento básico atingia menos de 5% da população. Atualmente, o percentual está em 30%, após um investimento de R$ 150 milhões em duas novas estações de esgoto e ampliações das redes coletoras. A Odebrecht já atua em 160 municípios brasileiros. Essa experiência no segmento seria um dos motivos para que, nos bastidores, a Odebrecht Ambiental fosse cotada para se tornar acionista da Casan.

Mas nem todos os casos de municipalização em SC tiveram sucesso. No ano passado, Palhoça foi manchete por vários dias em jornais do Estado por denúncia de corrupção na renovação do contrato entre a autarquia Águas de Palhoça e a empresa terceirizada Raiz Soluções.

Fonte: Diário Catarinense
Veja mais: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/economia/noticia/2014/01/receita-e-lucro-da-casan-tiveram-crescimento-4402147.html

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