saneamento basico

TJ vai julgar ação da Agespisa contra promotora Leida Diniz

BÁRBARA RODRIGUES, DO GP1
Atualizada em 16/11/2015 – 12h29
Os desembargadores do Tribunal de Justiça vão julgar, no próximo dia 19 de novembro, mandado de segurança impetrado pela Agespisa contra três procedimentos investigatórios abertos pela promotora Leida Diniz, titular da 35ª Promotoria de Justiça.

A ação foi impetrada em setembro de 2012, na gestão do então presidente Raimundo Neto Nogueira, mas só agora vai a julgamento.

A Agespisa pretende anular as portarias de nº 18/2011, 23/2011, e 37/2012 e impedir a investigação de suas atividades pela promotora Leida Diniz.

A Agespisa alega que a promotora, que é titular em uma das promotorias da Fazenda Pública, não poderia investigar, por entender que sociedades de economia mista, por serem pessoas jurídicas de direito privado, estão excluídas do conceito “Fazenda Pública”. Para a Agespisa, a conduta da promotora constituiria violação ao princípio do promotor natural, razão pelo qual pede a anulação das portarias e que ela se abstenha de investigar qualquer conduta relacionada à Agespisa.

Já a promotora, alega na ação que não tomou qualquer medida judicial contra a Agespisa, não podendo tratá-la como um “acusador de exceção” e que as providências tomadas decorreram do cumprimento de seus deveres funcionais.

Leida explicou ainda que a Agespisa é responsável pelos serviços públicos essenciais e que é assegurado ao Estado do Piauí, no próprio estatuto da entidade, o direito de subscrição de, no mínimo, de 51% do capital social com direito à voto, o que evidencia o interesse da Fazenda Pública no devido cumprimento, por esta sociedade de economia mista, dos princípios constitucionais aos quais está adstrita e dos serviços aos quais se destina.

Em parecer do Ministério Público, em 10 de julho de 2014, a então procuradora-geral Zélia Saraiva, se manifestou pela denegação da segurança pois “dentre as atribuições da autoridade impetrada, encontra-se a possibilidade de investigar atos de improbidade administrativa praticados por agentes públicos ligados a empresa pública ou sociedade de economia mista, visto que o conceito de agente público empregado na Lei de Improbidade Administrativa inclui todos que, sob qualquer forma de vínculo, exercem qualquer função em empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de 50% do patrimônio ou receita anual”.

As portarias

A portaria de nº 37/2012, foi aberta para investigar irregularidades na contratação do escritório de advocacia Almeida e Costa pela Agespisa, bem como o reajuste do contrato.

Já a portaria de nº 23/2011 era para investigar irregularidades no Pregão Presencial por registros de preços nº 008/ 2011 da Agespisa, cujo objeto foi a aquisição de 2550 toneladas de sulfato de alumínio ferroso líquido e 500 toneladas de sulfato de alumínio ferroso sólido.

A terceira portaria de nº 18/2011 era para verificar a qualidade dos serviços prestados pela empresa Agespisa na localidade Vila Firmino Filho. A água seria de péssima qualidade e em condições impróprias para a utilização. As portarias foram publicadas no Diário Oficial do Estado em 30 de agosto de 2012.

Fonte e Agradecimentos: http://www.gp1.com.br/noticias/tj-vai-julgar-acao-da-agespisa-contra-promotora-leida-diniz-385412.html
Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »