saneamento basico

Copasa inicia obra para conter crise hídrica em Rio Paraopeba

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou nesta quarta-feira (1º) o início de obras de captação de água do Rio Paraopeba em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para enfrentar a crise hídrica.

De acordo com a Copasa, a intervenção pretende captar 5 mil litros de água bruta por segundo do Rio Paraopeba, que serão bombeados para a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Manso. A conclusão das obras está prevista para a segunda quinzena de dezembro de 2015.

A companhia informou que o investimento total do governo de Minas Gerais é de R$ 128,4 milhões. Em janeiro deste ano, o governador Fernando Pimentel disse que o estado buscaria apoio do governo federal para medidas emergenciais, como esta de captação de água do Rio Paraopeba para o Rio Manso.

No último dia 23, a presidente da Copasa, Sinara Meirelles, afirmou que o mês de julho vai ser determinante para a decisão de racionamento no estado. A Copasa informou que, em maio, a economia de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi de 14,5%, enquanto a meta seria de 30%.

Apesar do esforço do governo em fazer com que a população reduza o consumo, as falhas no sistema de rede da companhia são responsáveis por quase 40% do total desperdiçado na Grande BH.

O Sistema Paraopeba é formado pelos reservatórios Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores e, no dia 1º de julho, registravam níveis de 47,4%, 15% e 36,4%, respectivamente. O sistema atingia, na data, 35,5% de sua capacidade.

Além dos três reservatórios, que compõem o Sistema Paraopeba, o abastecimento na Região Metropolitana também é feito pelo Sistema Rio Das Velhas. Este não possui reservatório, e a captação é feita por meio de fio d’água. A vazão do Rio das Velhas, na última terça-feira (30), era de 15,3 m³/s.

 

 

 
Fonte: G1

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »