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Escassez de água aumenta pressão sobre trabalhadores da Sabesp

“Com a crise da água, acaba acontecendo uma pressão maior sobre o conjunto dos trabalhadores, porque a empresa fica em evidência”, afirma René Vicente dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) do Estado de São Paulo. Santos denuncia que funcionários são hostilizados durante o trabalho. A reportagem sobre o tema foi ao ar na edição do dia 27/08 do Seu Jornal, da TVT.

O presidente do Sintaema relata que alguns trabalhadores, quando vão prestar serviços em residências, são “mal tratados” pela população. “Quando um funcionário da Sabesp vai fazer o reparo, fazer o conserto de um cano, acaba sendo hostilizado”, diz. Santos afirma que há uma precarização do trabalho. Atualmente, a Sabesp opera com 15 mil trabalhadores. Em 2012, eram 18 mil.

“Diminuiu drasticamente, e a terceirização vem aumentado na outra ponta. Muitas vezes, somos chamados a fazer hora extra”, relata. Um concurso público foi realizado, homologado em junho, para contratação de novos profissionais. No entanto, Santos alega que a Sabesp ainda não convocou nenhum trabalhador novo.

Em relação à seca, o sindicalista destaca que 25% da água tratada pela empresa se perde em vazamentos nas redes de encanamentos durante os processos de distribuição para a população. “Infelizmente, a única saída que temos hoje é o rodízio, que já começou no Sistema Cantareira, que está operando com 11% da capacidade”, argumenta.

Crise

O estado de São Paulo vive a pior crise de escassez de água da história. O Sistema Cantareira, que abastece 9,5 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo, opera com 11,4% da capacidade. Essa situação passou a comprometer outros sistemas, como é o caso do Alto Tiete, responsável pelo fornecimento de água para 4 milhões de pessoas das regiões metropolitanas de São Paulo e do Alto Tietê. As reservas hídricas estão com apenas 20,7% da capacidade.

Fonte: Rede Brasil Atual

 

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