saneamento basico

Medidas garantem água por 4 meses em SP, diz Alckmin

O governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (21), que as medidas adotadas pelo governo podem garantir abastecimento de água pelo menos até o final do ano.

— Nós temos água para quatro meses, chegaremos até o final do ano, isso imaginando que não chova, mas é evidente que tem chuva.

A declaração foi dada quando Alckmin vistoriava obras na represa de Atibainha, em Nazaré Paulista. O governador aproveitou a visita para anunciar novas medidas para tentar minimizar os efeitos da crise hídrica no Estado. Ele destacou a obra em Atibainha, com barramento, bombeamento e quase um quilômetro de canais.

— Agora em agosto (com essas obras) temos 77 milhões de metros cúbicos (m3) de água sendo disponibilizados para a região metropolitana de São Paulo.

Alckmin disse ainda que, a partir do mês que vem, 0,8 m3 por segundo serão utilizados do Rio Grande em substituição ao sistema Cantareira.

— E em outubro, teremos um metro cúbico por segundo do Guarapiranga que também substitui o Cantareira.

Caso as medidas adotadas não sejam suficientes, o governador afirmou que ainda há a reserva técnica.

— Nós temos uma reserva técnica que estamos preparando, mas que não pretendemos utilizar. Lá atrás a reserva técnica era de 400 milhões de m3. Como foram disponibilizados 182 milhões de m3, você ainda tem mais 220 milhões de m3.

O nível de dependência do sistema Cantareira para o abastecimento da população, segundo o governador, caiu de 60% para 30%.

— O Cantareira dava 33 m3 segundo para a região metropolitana e hoje participa com 19 m3 por segundo. É impressionante a redução.

Sistema Cantareira já banca abastecimento de Campinas

Alckmin destacou ainda que aumentou a conscientização da população na economia de água. Segundo ele, em agosto, a economia de água na região metropolitana passou de 76% para 78%.

— E quem ganhou o bônus passou de 47% para 52%. A população está ajudando bastante.

Questionado sobre as declarações da ANA (Agência Nacional de Águas) de que o abastecimento de água no Estado é incerto daqui a dois anos, Alckmin disse que é “uma preocupação de todos nós”, mas reafirmou que o sistema hídrico de São Paulo é “forte”.

— Tanto nós temos um sistema forte que não temos, a Sabesp, nenhum município em racionamento […] Tem racionamento no Brasil inteiro e nós, com 22 milhões de pessoas a 700 metros de altitude na região metropolitana, temos garantido o abastecimento.

Governo fecha acordo com Rio de Janeiro e São Paulo para uso da água do rio Jaguari

Alckmin aposta no diálogo para evitar disputa judicial sobre rio Jaguari

Sobre suas propostas como candidato para o setor de segurança hídrica, Alckmin disse que, além de continuar as medidas atuais, como a PPP de São Lourenço, pretende aumentar o reúso de água, especialmente para área industrial, e reduzir os níveis de perda de água.

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »