saneamento basico

Proposta obriga municípios a punir quem joga lixo em via pública

Municípios deverão punir quem joga lixo em via pública. É o que prevê o projeto (PLS 523/2013) apresentado pelo senador Pedro Taques (PDT-MT). O texto prevê expressamente o dever de o Distrito Federal e os municípios estabelecerem em sua legislação local a imposição de penalidades às pessoas físicas e jurídicas pela prática irresponsável.

Inspirada na política municipal de resíduos sólidos do Rio de Janeiro (Lei 3.273/2001), a proposta altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

A ideia é fomentar o debate acerca do impacto negativo da ação do homem no meio ambiente pelo tratamento ou destinação inadequada do lixo. Creio que a proposta também irá contribuir com o fortalecimento das ações de sustentabilidade nas políticas municipais, com vistas a melhorar a qualidade de vida do cidadão e a preservação dos ecossistemas”, avalia Pedro Taques.

Conforme justifica o autor, trata-se de projeto que se funda na competência da União para estabelecer normas gerais sobre meio ambiente, nos termos do art. 24 da Constituição Federal. Dentre os dispositivos do PLS 523/2013, destaca-se a existência da imposição de multas administrativas para aqueles que descumprem as posturas municipais, inclusive pessoas físicas.

Infelizmente a sanção pecuniária – punições que a administração pública pode aplicar, a exemplo da multa de trânsito – ainda é instrumento pedagógico e preventivo importante para evitar condutas indesejadas”, observa.

A proposta visa ainda fortalecer o debate nos municípios sobre a necessidade de geração de locais adequados para o tratamento e destinação dos resíduos que sejam economicamente viáveis para as prefeituras. O prazo sugerido para adaptação das legislações locais é de dois anos.

Resíduos – Resíduo ou lixo é qualquer material considerado inútil, supérfluo e/ou sem valor, gerado pela atividade humana – e que precisa ser eliminado. Muito do lixo pode ser reutilizado pela reciclagem, desde que adequadamente tratado, gerando fonte de renda e empregos, além de contribuir para diminuir a poluição ambiental. Outros resíduos, porém, não podem ser reutilizados, como lixo hospitalar ou nuclear.

Fonte: Correio Press
Veja mais: http://www.jcorreio.com.br/index/noticias/id-9389/proposta_obriga_municipios_a_punir_quem_joga_lixo_em_via_publica

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »