saneamento basico

Presidente da ANA propõe construção de reservatórios para resolver crise da água

O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, disse nesta terça (10) que o Brasil precisa retomar uma política de construção de reservatórios que, por diversas razões, entre elas, “questões ambientais que são absolutamente verdadeiras”, abdicou de manter em funcionamento.

Em entrevista ao programa Espaço Público, da TV Brasil, Andreu comentou a crise hídrica no país, especialmente em São Paulo. “Deveríamos voltar a estudar a geografia de maneira que voltássemos a ter reservatórios”, disse. “Isso tem impactos sobre o meio ambiente? Tem. Tem impacto sobre algumas comunidades? Tem. Mas temos que colocar do outro lado os eventuais benefícios que uma política desse tipo tem – às vezes, até para controlar enchentes”, acrescentou.

De acordo com o diretor-presidente da ANA, houve uma redução de oferta de crédito pelo Banco Mundial em todos os países do chamado terceiro mundo, inclusive no Brasil, para a construção de reservatórios, “porque havia impacto ambiental e se criava uma imagem negativa”, explicou, e assim “Deixou-se de financiar reservatório. Mas o que está acontecendo é que você estressa mais ainda aquele reservatório existente. A sua capacidade de gerenciar uma crise não conta com água nova reservada”.

Fonte : Agência Brasil (DF)

Últimas Notícias:
Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor

Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor

Há quatro meses o estreito de Ormuz continua fechado por conta da guerra no Oriente Médio. O aumento consequente no preço do petróleo e o efeito cascata resultante nos diversos produtos que envolvem o recurso na produção levaram a uma disparada no valor de insumos e materiais usados nos setores de infraestrutura, rodovias e saneamento, chegando a até mesmo afetar a qualidade da água que abastece as casas.

Leia mais »
Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

A Aegea planeja fazer um aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões, como forma de reduzir sua alavancagem financeira, que está próxima dos limites de endividamento da companhia. Além disso, a convocação dos sócios para a capitalização, divulgada na terça-feira (7), ocorreu em meio à crise da empresa junto ao mercado financeiro.

Leia mais »