saneamento basico

Donisete congela PPP e prioriza acerto com Sabesp

O desejo do prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), de devolver o controle do abastecimento de água na cidade à Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) está cada vez mais evidente. No dia 11, o petista suspendeu a abertura de envelopes com as propostas das empresas interessadas pela PPP (Parceria Público-Privada) da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) para priorizar as negociações com a companhia estadual.

Donisete já havia afirmado que o plano A seria aprofundar o acordo com a Sabesp, mas ao mesmo tempo republicou o edital da PPP alegando que conduziria os dois processos simultaneamente. Com a paralisação da PPP, o prefeito dá nítido aceno de que deve entregar a Sama à Sabesp nos próximos meses.

“Nós suspendemos (a PPP) porque respeitamos a discussão com a Sabesp e quando a gente paralisa a abertura dos envelopes (com as propostas) nós estamos dizendo (para a estatal) que queremos repactuar uma discussão nova com eles”, justificou o prefeito, ao acrescentar que a decisão é questão de “coerência”.

A PPP da Sama foi idealizada pela cúpula do Paço em 2014 com o intuito de compartilhar com a iniciativa privada a gestão da distribuição de água no município. A parceria também previa investimento na ordem de R$ 153 milhões ao longo de 30 anos para a renovação da precária rede de abastecimento (que sofre com perdas e furtos), já que autarquia municipal não possui potencial financeiro para financiar as obras.

Por iniciativa da própria Sabesp, a PPP foi diversas vezes travada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). A Sabesp alegava que, se a parceria se concretizasse, a Sama não teria condições financeiras de honrar com o pagamento da dívida que possui com a empresa paulista – alega passivo de R$ 1,8 bilhão, referente à quebra de contrato com a estatal na época da municipalização dos serviços, na década de 1990, e à diferença do valor do metro cúbico de água comercializado pelo município. A administração contesta esse valor.

Por reassumir o controle do abastecimento em Mauá, a Sabesp amortizaria esse passivo e, de quebra, ainda assumiria os mesmos investimentos previstos pela PPP. “Vai que a Sabesp apresente uma proposta que não seja a mesma quantia (exigida na PPP), mas que a empresa possa viabilizar a (reforma na) rede. Tem um mecanismo de recuperação da perda (da água). Se a gente reduzir pela metade, vamos ter um ganho nessa conta”, frisou Donisete.

No mês passado, o petista apresentou propostas à Sabesp para o retorno da empresa à cidade, como a construção de reservatórios. Segundo o prefeito, a estatal pediu 40 dias para analisar o pleito.

Fonte: Diário do Grande ABC
Foto: Jornal Mauá e Região

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »