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Com expansão para o Norte e Nordeste, setor de saneamento prevê R$ 27 bi em leilões

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O setor brasileiro de saneamento deve receber pelo menos R$ 27,4 bilhões (US$ 4,66 bi) em contratos oferecidos este ano, dadas as grandes oportunidades em aberto, e apesar de alguns obstáculos.

Os contratos mais avançados, que deverão ser ofertados nos próximos meses, estão sendo estruturados pelo BNDES e envolvem os estados de Pernambuco, Rondônia e Pará.

A maior delas é a concessão planejada em Pernambuco, com investimento total previsto para chegar a R$ 18,9 bilhões. O projeto deve beneficiar 9,2 milhões de pessoas no estado. Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, o leilão está previsto para o segundo semestre.

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Já Rondônia prepara um contrato de concessão de 35 anos, com investimentos previstos de R$ 4,9 bilhões. A iniciativa deverá atender cerca de 1,27 milhão de pessoas, com leilão previsto para o segundo trimestre de 2025.

No Pará, o BNDES se prepara para reofertar um dos lotes de um recente leilão de concessão. Na semana passada, a Aegea emergiu como a grande vencedora dos leilões de concessão de saneamento no estado. A empresa garantiu contratos para três dos quatro lotes disponíveis, abrindo caminho para investimentos totais de R$ 15,2 bilhões no estado.

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O Lote C, no entanto, não recebeu propostas. Abrangendo 27 cidades, envolve investimentos estimados em R$ 3,6 bilhões. O BNDES trabalha atualmente na reestruturação deste contrato, com planos de relicitá-lo nos próximos meses.

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Desde meados de 2020, o setor vem passando por uma grande transformação, após a aprovação do marco legal do saneamento, que exige que os governos locais alcancem cobertura total de água e esgoto até 2033. Governos que não cumprirem essas metas arriscam perder acesso a financiamento federal. Isso levou a um movimento nacional para estruturar projetos de concessão, parcerias público-privadas (PPPs) e, em alguns casos, privatizações para cumprir as novas regras.

Após uma onda inicial de contratos concentrados principalmente nos estados mais ricos e populosos do Sul e Sudeste do país, a atenção agora está se voltando para o Norte e Nordeste.

“As regiões Norte e Nordeste representam um desafio adicional para as empresas, já que os contratos exigem um capex proporcionalmente mais elevado. São regiões que historicamente apresentam índices mais baixos de cobertura de água e esgoto em comparação com o Sul e Sudeste, o que demanda investimentos significativamente maiores”, disse à BNamericas Percy Soares Neto, ex-presidente da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).

Fonte: BNAmericas.

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