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Lixo Eletrônico Projeto Potiguar

Do lixo eletrônico à inovação: Projeto potiguar transforma resíduos em protótipos sustentáveis

Lixo Eletrônico Projeto Potiguar

Extremoz (RN) recebeu, neste mês, a 6ª edição do Projeto RESET – Do Lixo Eletroeletrônico a Novos Protótipos: Reaproveitamento e Transformação.

O evento, realizado no Centro Estadual de Educação Profissional Professor Hélio Xavier de Vasconcelos (CEEP), apresentou dezenas de protótipos e artefatos produzidos a partir do reuso de resíduos eletroeletrônicos.

A culminância reuniu alunos, professores e comunidade escolar em uma mostra marcada por criatividade, metodologias ativas e compromisso com a sustentabilidade.

Idealizado pelo professor Lindemberg Fabrício Caridade, o RESET nasceu em 2018 no Centro Estadual de Educação Profissional Senador Jessé Pinto Freire (CENEP), em Natal, e hoje integra o calendário pedagógico do CEEP de Extremoz. A proposta parte da

Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), metodologia ativa que transforma os estudantes em protagonistas na criação de soluções práticas a partir do reaproveitamento de materiais.

Mais do que um espaço de experimentação tecnológica, o RESET tem uma dimensão social e ambiental. Os projetos apresentados destacaram-se não apenas pela inovação, mas também pelo impacto de conscientizar sobre o descarte correto do lixo eletrônico, em consonância com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Lixo Eletrônico Projeto Potiguar

Entre os protótipos desenvolvidos, havia desde instrumentos musicais e sistemas de automação até peças utilitárias, todos elaborados com placas, fios, componentes e outros itens reaproveitados.

“Trabalhar com o lixo eletrônico permite desenvolver múltiplas competências, desde o pensamento científico até a responsabilidade social. Os estudantes aprendem, criam e, ao mesmo tempo, compreendem a importância de preservar o meio ambiente”, explicou o professor Lindemberg.

A subcoordenadora de Educação Profissional da SEEC, professora Sayonara Rêgo, destacou a relevância da iniciativa para a rede estadual. “Projetos como o RESET mostram que a escola pública é capaz de unir ciência, tecnologia e cidadania. É uma ação que estimula a criatividade dos alunos, fortalece a aprendizagem e ainda contribui para a conscientização ambiental. É exatamente esse tipo de experiência que queremos ver florescer em nossas unidades de ensino”, afirmou.

Com oficinas práticas e atividades em grupo, o projeto contribui para o desenvolvimento de habilidades ligadas ao eixo tecnológico, às ciências da natureza e à cultura digital. A cada edição, ganha mais visibilidade e consolida-se como referência em educação inovadora no estado.

Para o professor idealizador, o RESET cumpre a missão de mostrar que do lixo pode nascer conhecimento e transformação. “O estudante descobre suas próprias habilidades, desperta talentos e percebe que pode ser protagonista de mudanças reais”, reforçou Lindemberg.

Fonte: Consed.

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