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São Vicente consegue licença ambiental da Cetesb para central de resíduos após questionamentos

São Vicente consegue licença ambiental da Cetesb para central de resíduos após questionamentos

Projeto às margens de rodovia ainda depende de outras licenças para sair do papel.

A Cetesb concedeu licença ambiental prévia para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) São Vicente, da PGV Terraplenagem e Gerenciamento de Resíduos, às margens da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, em São Vicente. O órgão ambiental concedeu o aval após anos de questionamentos judiciais e ambientais sobre o projeto. No entanto, a decisão ainda não autoriza a instalação da central nem o início das atividades.

A própria Cetesb informou que a licença prévia atesta exclusivamente a viabilidade ambiental do empreendimento e não autoriza a realização de obras nem o início das atividades. Para que a central avance, ainda serão necessárias as etapas seguintes do licenciamento ambiental.

A Prefeitura de São Vicente informou que o licenciamento ambiental é de competência exclusiva da Cetesb, por se tratar de uma atividade classificada como de alto impacto ambiental. O Município afirmou ainda que o órgão estadual não o notificou nem o consultou sobre a concessão de autorizações ou licenças para instalar o empreendimento.

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Como será a central

Em entrevista para A Tribuna, o diretor da PGV, Paulo Vieira, explicou que a estrutura terá unidades para recebimento e tratamento de resíduos da construção civil e resíduos sólidos urbanos.

A empresa já opera uma unidade de resíduos da construção civil, onde realiza a triagem e o beneficiamento dos materiais. Agora, o novo projeto prevê a construção de um aterro para destinar esses resíduos. Segundo o diretor, a empresa utilizará o material para preencher uma cava existente na área, aberta durante a extração de areia.

Também está prevista uma unidade de triagem mecanizada para resíduos sólidos urbanos. Conforme Paulo, materiais como papelão, plástico, caixas de leite, metal e vidro serão separados para reaproveitamento e comercialização.

Além disso, a equipe encaminhará os resíduos orgânicos separados para compostagem e produzirá adubo. A proposta prevê destinar aos aterros sanitários apenas os rejeitos que não podem ser tratados.

Segundo Paulo, a empresa pretende inicialmente atender grandes geradores, como supermercados, shoppings, restaurantes e condomínios. Ele afirmou que a definição dos municípios que poderão enviar resíduos para a central dependerá da demanda e do mercado quando o empreendimento estiver instalado e funcionando.

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Ainda faltam outras licenças

A emissão da licença prévia não encerra o processo de licenciamento nem permite que a central comece a funcionar. Segundo Paulo, a empresa ainda precisa cumprir condicionantes e apresentar estudos complementares para avançar para a licença de instalação. Depois dela, ainda será necessária a licença de operação.

Por fim, o diretor estima que as próximas etapas possam levar entre oito meses e um ano, caso não sejam feitas novas exigências pelos órgãos responsáveis.

Fonte: A Tribuna

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