Consumo de água em Florianópolis bateu novo recorde
As altas temperaturas combinadas à grande quantidade de visitantes
As altas temperaturas combinadas à grande quantidade de visitantes
Num ano já marcado pela questão ambiental no litoral catarinense, os órgãos envolvidos nas questões relacionadas à balneabilidade pretendem investir em saneamento básico, redes de esgoto e fiscalização para que na próxima temporada a qualidade da água no litoral, em especial da Ilha de Santa Catarina, deixe de ser um problema. Confira abaixo como cada parte atuará ao longo de 2016.
O prefeito voltou a afirmar que o contrato entre o município e a Casan (Companhia Catarinense de Saneamento) continua ameaçado. Na semana passada, a empresa respondeu o pedido de informação do município sobre o contrato de programa assinado em 2012.
Uma das faixas, atribuída a turistas a argentinos, dizia, em espanhol: "Não queremos outra praia. Amamos Canasvieiras". Outras criticavam a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e a Prefeitura de Florianópolis.
— O rompimento é uma questão de tempo. Por isso, lançamos esse edital para dar segurança à população. Assim, quando sair a sentença não precisaremos contratar uma empresa emergencial — afirma a prefeita Ana Paula da Silva (PDT).
O Ministério Público requereu soluções rápidas por parte da Casan para resolver os problemas que foram denunciados pelos moradores.
– Chegamos na saturação com a Casan. Esperávamos investimentos de R$ 135 milhões e eles não fizeram nada disso. Esse ano melhorou, mas não está como queremos – reclamou Ana Paula.
A entrada de uma nova concessionária implicaria num aporte financeiro de R$ 1,1 bilhão para cumprimento do Plano Municipal de Saneamento, que só em 2015 previa investimento de R$ 342 milhões por parte da Casan.
Os principais problemas observados, segundo o gerente, são nos bairros Vista Alegre e Nações. Como são bairros altos, há um problema de pressão para fazer a água chegar até lá e a alternativa para que isso aconteça é fechando o registro dos lugares baixos, como a partir da rua 29 de Julho. Daí o motivo pela também frequente falta de água em bairros como Nazaré.
A Casan também não havia sido informada sobre a investigação. "A Casan estranha, já que não é a Companhia que opera o sistema de tratamento de esgoto daquela região, mas se manifestará assim que conhecer o conteúdo específico do questionamento do MPF", afirmou em nota.