Universalização do saneamento avança, mas esgoto atrasa
O saneamento básico no Brasil registra avanços graduais, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais para cumprir as metas de universalização previstas no marco legal até 2033.
O saneamento básico no Brasil registra avanços graduais, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais para cumprir as metas de universalização previstas no marco legal até 2033.
O acesso ao saneamento básico tem crescido no país, embora persistam desigualdades regionais. Em 2025, 69,7% de brasileiros (ou 147,8 milhões de pessoas) residiam em domicílios com rede coletora de esgoto ou fossa séptica ligada à rede.
As 24 cidades da região do Vale do Paraíba devem receber cerca de R$ 3 bilhões em investimentos até 2029.
Com o aumento das chuvas, situações como alagamentos e extravasamentos voltam a chamar a atenção da população. Parte desses problemas está relacionada à forma como as redes urbanas são utilizadas.
Apenas 10 dos 100 municípios mais populosos do país investem em saneamento acima do nível necessário para a universalização dos serviços, segundo o Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.
A governadora Raquel Lyra assinou, nesta terça-feira (7), em Petrolina, no Sertão do São Francisco, o primeiro contrato da concessão parcial dos serviços de saneamento e distribuição de água com o consórcio Vita Sertão, que, além disso, vai oferecer esses serviços a 24 municípios que integram a microrregião Sertão.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano na Global Water Awards. A premiação reconhece avanços relevantes nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização.
Com a missão de levar água potável a 99% da população e serviço de esgoto a 90% até 2033, o Brasil ainda assiste a milhões de pessoas sem acesso a esses direitos constitucionais.
O saneamento básico da Bahia está prestes a experimentar um avanço inédito. Isso ocorre com o início das obras, possibilitadas pelos contratos de financiamento.
Levantamento da consultoria Radar PPP aponta que, em 42% das licitações realizadas desde o novo marco legal de 2020, um único grupo apresentou proposta. Além disso, em 20% dos casos, a disputa ficou limitada a dois concorrentes.