Saneamento básico tem de ser prioridade do próximo governo
Segundo números apresentados pela Agência Nacional de Águas (ANA), em 2016 apenas metade dos brasileiros contou com coleta de esgoto e somente 45% da população tiveram o esgoto tratado.
Segundo números apresentados pela Agência Nacional de Águas (ANA), em 2016 apenas metade dos brasileiros contou com coleta de esgoto e somente 45% da população tiveram o esgoto tratado.
A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o aumento da participação do banco no apoio financeiro ao setor de saneamento básico dos atuais 80 % para até 95 % do valor total do projeto no âmbito da linha BNDES Finem Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos.
Em 2017, a Feira Nacional do Saneamento (Congresso ABES/FENASAN 2017) apresentou uma inovação há tempos aguardada por quem acompanha o setor: o Espaço Startup.
A programação será marcada por mesas-redondas, minicursos e apresentações de tecnologias, com a participação de gestores públicos, técnicos, representantes do Governo Federal, pesquisadores, lideranças de organizações não governamentais e acadêmicos.
A iniciativa prevê o fim do rodízio de água na cidade e o tratamento de esgoto, seguindo os TACs (Termos de Ajuste de Conduta) firmados entre o município e o Ministério Público Estadual.
Apesar de a eleição ser o momento para discutir projetos , o saneamento básico é um assunto pouco abordado durante campanhas eleitorais. Isso se deve basicamente a dois fatores.
As cidades fazem parte da região da Bacia do Alto Tietê: Arujá, Biritiba Mirim, Cotia, Francisco Morato, Itapecerica da Serra, Jandira, Poá e Rio Grande da Serra.
De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,7% dos municípios brasileiros registraram doenças relacionadas a problemas na oferta de água potável e tratamento de esgoto.
Ainda de acordo com a “Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2017”, apesar do baixo percentual de cidades que possuem política de saneamento básico (38,2%), esse número é 10 pontos percentuais mais alto do que o índice registrado em 2011.
Segundo o levantamento, apenas 41,5% dos municípios brasileiros dispunham de um Plano Nacional de Saneamento Básico em 2017, e 38,2% tinham uma Política Municipal de Saneamento Básico.