PAC do Saneamento terá inversões de R$ 2,8 bilhões
Brasília - O governo federal lançou ontem a terceira etapa do "PAC do Saneamento". Serão liberados R$ 2,8 bilhões para obras de abastecimento de água e esgoto
Brasília - O governo federal lançou ontem a terceira etapa do "PAC do Saneamento". Serão liberados R$ 2,8 bilhões para obras de abastecimento de água e esgoto
A escassez de água e a possibilidade de racionamento, ainda que negada pelo governo de São Paulo, mobiliza os setores da indústria e da agricultura das regiões abastecidas direta ou indiretamente pelo Sistema Cantareira. A maioria das empresas ampliou medidas para economizar água e espera que a situação melhore em breve. Mas muitas estudam alternativas, como recorrer a caminhões-pipa. O problema já fez uma multinacional parar a produção por duas semanas.
Se o abastecimento de São Paulo dependesse exclusivamente do antigo Sistema Cantareira, os paulistanos não precisariam se preocupar com racionamento ou falta de chuvas. Sobram água e peixes no conjunto de três reservatórios usados no abastecimento da cidade entre 1882 até a década de 1970.
A tecnologia social aplicada no semiárido do Nordeste, com a construção de cisternas pré-moldadas para captar água da chuva, pode ser uma solução para resolver o problema da falta de água em São Paulo. A avaliação é de especialistas no sistema, que acreditam que a reutilização da água será inevitável no futuro.
No dia 23 de abril passado, a jornalista especial do Estado de São Paulo Alexa Salomão, postou em www.estadao.com.br um texto retratando a gravidade da situação do setor elétrico e a falta de água generalizada que a sua ineficiência gerencial já provoca e agravará, principalmente no Nordeste do Brasil onde de dia falta água e de noite mal há luz para iluminar as casas e não há energia para funcionar os motores elétricos das bombas que abastecem, como em Alagoas, mais de 300.000 pessoas a partir de captações no Rio São Francisco.
A Capital Goiânia está incluída no ranking dos 34 municípios brasileiros que não possuem o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).
Devolvendo a crítica da presidente Dilma Rousseff, de que a escassez de água em São Paulo se deve à falta de investimentos do governo paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a presidente desconhece os investimentos que foram feitos.
A instituição de uma multa para os consumidores que excederem a média de consumo de água, medida que está sendo estudada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) diante da crise de abastecimento no estado de São Paulo, só pode ocorrer após o decreto oficial de racionamento. É o que prevê a Lei 11.445/2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico.
Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Piauí nessa terça-feira (6), o deputado estadual Fábio Novo (PT) anunciou a destinação de recursos do Governo Federal, na ordem de R$ 150 milhões, para obras de abastecimento d’água e esgotamento sanitário em 57 municípios piauienses.
Apenas uma das 39 cidades da Grande São Paulo registrou consumo de água abaixo da média diária recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU), antes da crise do Sistema Cantareira. Dados da edição 2012 do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto, divulgado neste mês pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), revelam que, com exceção de Mairiporã, todos os municípios da Região Metropolitana extrapolaram o gasto ideal por dia de 110 litros por pessoa.