saneamento basico

Estados terão consultoria individual em concessões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definirá o modelo do programa de concessões em saneamento básico de acordo com as necessidades individuais de cada Estado, contratando uma consultoria para desenhar cada projeto, disse a presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques.

O programa teve a adesão de 18 Estados, mas o Rio de Janeiro acabou discordando do modelo adotado pelo banco e optando por fazer a concessão por conta própria, o que encerrou as negociações com o BNDES.

Segundo Maria Silvia, o modelo do BNDES reflete a premissa de buscar a universalização dos serviços de água e esgoto. A proposta do banco é acompanhar o processo de concessão desde a elaboração do projeto.

No caso do Rio, a proposta era conceder ao mesmo tempo os serviços de água e esgoto dos 64 municípios fluminenses, deixando apenas a captação de água nas mãos da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae).

Já o governo fluminense pretende conceder, de início, apenas o serviço de esgoto de 11 dos 64 municípios atendidos pela Cedae.

A modelagem proposta pelo governo estadual exclui da concessão a cidade do Rio – que representa 83% da receita da Cedae – e a distribuição de água, que continuará a cargo da estatal.

“Não tem (mais conversa no momento). Eles (Rio) querem seguir no modelo deles, que na nossa visão dificulta a concessão do serviço porque fragmenta”, frisou Maria Silvia.

A visão do banco é que a concessão unificada viabiliza economicamente a concessão de áreas menos rentáveis aos olhos do investidor privado.

A presidente do BNDES afirmou, entretanto, que o banco está aberto a receber o Estado no programa, dentro de seu modelo, a qualquer momento.

Ainda sobre as concessões de saneamento, Maria Silvia disse que o fato de a área responsável pelo projeto no banco ser batizada de Área de Desestatização “gerou um certo curto-circuito” com os Estados.

“Gerou uma certa confusão de que nós mandatoriamente iríamos privatizar as concessionárias de água e esgoto, o que absolutamente não é o caso.A decisão sobre eventuais privatizações cabe ao governador de cada Estado”, disse Maria Silvia após fazer a abertura do I Fórum Internacional de Endowments Culturais, patrocinado pelo BNDES.

Fonte: Exame

Últimas Notícias:
Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Leia mais »
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »