Sanepar investe R$ 36,6 milhões na Estação de Tratamento de Esgoto Belém

A Sanepar executa obras de melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto Belém, uma das maiores estações do Paraná, localizada em Curitiba. Os serviços desta etapa vão criar as condições para que a Estação opere com mais eficiência dentro da capacidade atual de tratar 840 litros de esgoto por segundo. Os investimentos somam R$ 36,6 milhões. Ainda em 2015, a Sanepar planeja licitar a segunda etapa das obras para ampliação. A capacidade de tratamento deverá saltar para 2.520 litros por segundo.

De acordo com o diretor de Investimentos da Sanepar, João Martinho Cleto Reis Júnior, este conjunto de obras e a substituição de equipamentos “além de garantir maior eficiência operacional, prepara a Estação Belém para a grande ampliação que será feita na sequência, necessária para atender o aumento da demanda do esgoto coletado”.

A expectativa do engenheiro responsável pelo empreendimento, Renato Marini, é concluir todas as obras desta primeira etapa no primeiro semestre do ano que vem.

NA PRÁTICA – As obras desta fase incluem a construção da nova entrada do esgoto com tubulações de dois metros de diâmetro e um canal, ambos em concreto, totalizando 90 metros; caixas extravasoras em concreto armado, com mais de seis metros de altura; estruturas, também em concreto armado, para o sistema de gradeamento com mais de sete metros de altura; nova estação elevatória de esgoto bruto; decantador secundário com capacidade para até 1.680 litros por segundo; linha de recalque com 1,2 metros de diâmetro em ferro dúctil; reforma da estação elevatória existente e substituição de duas bombas parafuso com 2,3 metros de diâmetro e uma com três metros de diâmetro.

Estão previstos, ainda, a instalação de três conjuntos motobombas, que vão garantir a operação de 1.800l/s; equipamentos para a elevatória de água para lavagem das grades; serviços de melhorias nos tanques de aeração; construção da elevatória de recirculação de lodo e recalque até os tanques de aeração; construção de 256 metros de canal de efluente final; alargamento do dique de contenção e da pista de rolamento existentes para descarga dos caminhões limpa-fossa, construção de casa para coleta de amostras dos caminhões limpa-fossa.

HISTÓRICO – A Estação de Tratamento de Esgoto Belém foi projetada no final dos anos 70. O tratamento é por lodos ativados com aeração prolongada, também conhecido como processo carroussel. Está em operação desde 1980. O projeto original previa o atendimento de 1,4 milhão de habitantes e o tratamento de 2.500 litros de esgoto por segundo, com três módulos compostos por dois tanques de aeração e dois decantadores secundários. Ao longo dos anos, em vez de expandir a ETE Belém, a Sanepar optou por construir novas estações em outras áreas da Região Metropolitana de Curitiba.

Com apenas um módulo, atualmente a ETE Belém tem capacidade para tratar 840 l/s, atendendo aproximadamente 600 mil habitantes. Esta é a primeira reforma ampla que se faz nesta unidade.

 

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Últimas Notícias:

Demanda chinesa por sucata pressiona transição energética

Produto intensivo no uso de energia, o alumínio tem na reciclagem um dos principais caminhos para a descarbonização dessa indústria. A economia energética na fabricação chega a 95% com o reaproveitamento do material. A produção de um alumínio mais limpo, no entanto, tem esbarrado em dificuldade de acesso ao seu principal insumo, a sucata, devido, sobretudo, ao interesse chinês pela matéria-prima.

Leia mais »
Saneamento básico reduz doenças e melhora a qualidade de vida

Saneamento básico reduz doenças e melhora a qualidade de vida

O Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, reforça a importância de ações capazes de promover qualidade de vida e bem-estar para a população. Entre elas, o saneamento ocupa papel fundamental. A ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto contribui diretamente para a prevenção de doenças. Além disso, melhora as condições de saúde pública.

Leia mais »

O mito da vez é a ideia de que a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) seria, por si só, um método para “burlar uma licitação”.

Na verdade, ocorre exatamente o contrário: o próprio ordenamento jurídico prevê a constituição da SPE. A Lei de PPPs, por exemplo, determina que o parceiro privado constitua uma SPE para implantar e gerir o empreendimento. Ou seja, a suposta “fraude à licitação” é um requisito legal da operação. Na Lei de Concessões, a figura é facultativa e sujeita a uma escolha racional de projeto a projeto.

Leia mais »