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Debate sobre crise hídrica vira disputa política na Câmara

Na comissão geral sobre a crise hídrica e energética no País, realizada nesta quarta-feira (4) no Plenário da Câmara dos Deputados, a oposição tentou defender o governo tucano de São Paulo da responsabilidade sobre a crise hídrica no Estado acusando o governo federal de crise energética.

Os parlamentares da base aliada apontaram a falta de planejamento como a principal responsável pela situação de crise que vive o Estado governado há 20 anos pelo PSDB. E destacaram que quem promoveu “apagões” no país foi o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, convidado para a audiência pública, rechaçou a possibilidade de que o País esteja sujeito a um possível racionamento de energia por conta dos baixos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Segundo ministro, o setor elétrico vem conseguindo superar os desafios impostos pela crise hídrica e manter o fornecimento de energia elétrica para a sociedade. “Nós esperamos, com uma série de medidas, alcançar uma redução no consumo, mas isso não é em função de não termos energia para entregar”, reforçou Braga.

O deputado Givaldo Vieira (PT-PI), que propôs a recém-criada comissão especial destinada a estudar e debater os efeitos da crise hídrica no Brasil, defendeu o governo: “Não estamos numa crise de energia porque os investimentos foram feitos e houve diversificação da matriz energética, o que permitiu que o Brasil tenha segurança energética.”

Para o deputado José Airton Cirilo (PT-CE) reforçou as palavras do ministro, destacando que “apagões” ocorreram no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

O deputado Niltto Tato (PT-SP) criticou a privatização da Sabesp, concessionária dos serviços públicos de saneamento básico no estado de São Paulo. “O objetivo da Sabesp hoje não é mais abastecimento de água, é gerar lucro”, afirmou.

Fonte: Portal Vermelho

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