saneamento basico

Rio que abastece 400 mil pessoas no Rio Grande do Sul sofre com aumento de poluição

O Rio Caí, que abastece mais de 400 mil pessoas em 41 municípios do Rio Grande do Sul, está cada vez mais poluído. Foi o que constatou nesta segunda-feira (18) uma vistoria do Ministério Público e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar.

As equipes partiram do município de Montenegro e vistoriaram pelo menos 70 quilômetros. No município de Triunfo, a situação parece ter piorado. A condutividade elétrica, que é um indicador da poluição, era superior a mil microsiemens por centímetro no final de fevereiro. Nesta manhã, o aparelho indicou mais de dois mil.

“A situação parece ter se agravado, o que é extremamente preocupante. Significa que de lá para cá não houve melhora. Houve uma piora da situação. Significa que os lançamentos continuam. Isso faz com que a gente tenha que ter uma atividade mais efetiva, mais drástica e mais rápida”, explica o promotor Paulo Eduardo de Almeida Vieira, coordenador da Rede Ambiental do Rio Caí.

Em março, a equipe da RBS TV recolheu água e terra em um córrego que sai de uma região da mata onde fica a central de tratamento de água do Polo Petroquímico de Triunfo. O exame detectou a presença de Bário, metal tóxico, que indica poluição industrial. O Ministério Público vai instaurar um inquérito civil para apurar as responsabilidades.

“Assusta. Hoje o Caí é um rio semimorto. E se continuar nesse ritmo ele, em menos de uma década, vai se tornar um rio morto”, conclui o comandante ambiental da Brigada Militar, coronel Altemir Silva de Lima.

O Rio Caí é o terceiro mais poluído do estado, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em nota, a Corsan, órgão responsável pelo tratamento da água que sai do polo petroquímico, afirmou que atende todos os parâmetros exigidos pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental.

 

 

Fonte: G1

Últimas Notícias:
Reciclagem exige mudança de hábitos e combate ao consumismo (1)

Reforma tributária no saneamento: O que sua operação precisa ajustar agora para não gerar prejuízos futuros | EOS Systems

A reforma tributária brasileira não se limita a uma alteração de alíquotas, mas representa uma transformação estrutural na arquitetura de dados das operações de saneamento. Com a transição para o modelo de IVA Dual — composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) —, inconsistências nesse processo podem gerar impactos financeiros relevantes. Para mitigar esses riscos, torna-se necessário um ajuste imediato em três frentes estratégicas.

Leia mais »