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Rui Palmeira avalia orientação do MPF e culpa Casal por ineficiência

Após a recomendação  pela suspensão de novas licenças ambientais para a construção de empreendimentos imobiliários na orla de Maceió, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) disse, em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (10), que vai analisar a recomendação com cautela, mas pondera: “A Casal [Companhia de Saneamento de Alagoas] precisa ser mais responsável”. A decisão foi tomada pelos Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) e Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL).

A medida visa impedir os problemas de transbordamentos de esgoto que comumente são despejados de maneira irregular nas praias. Com a chegada do período chuvoso, as denúncias de contaminação se intensificam. No último mês, uma foto de uma tubulação clandestina que desviava esgoto para o mar foi flagrada e repercutida nas redes sociais.

A ligação havia sido licenciada pela Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma). “O município vai analisar com muita cautela essa recomendação por parte do MPF, que é relevante, agora é preciso que a Casal tome as providências necessárias e temos cobrado isso. Notificamos e multamos a companhia nos últimos dois anos, mas infelizmente as coisas não acontecem”, avalia Palmeira.

Ainda segundo o gestor municipal, a Casal não consegue resolver as dificuldades e o sistema de esgotamento sanitário acaba entrando em colapso. “Nós temos uma obra que está há muito tempo paralisada em Cruz das Almas, que é absolutamente necessária para que possamos melhorar a qualidade do saneamento em Maceió, mas infelizmente o sistema hoje não tem funcionado, haja visto os vários pontos de transbordamento de esgotos”, diz Palmeira.

A recomendação do MPF força, ainda, a Casal e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) a apresentar em nas próximas semanas um projeto para minimizar a degradação ambiental avaliada pelos promotores de Justiça.

De acordo com Palmeira, nesse sentido a Prefeitura vem fazendo a sua parte. “Em relação aos buracos na cidade, em alguns pontos nós fazemos o trabalho, tapamos o buraco em um dia, dois dias depois o buraco abre novamente. É realmente complicado por conta dessa ineficiência do sistema que é antigo na parte baixa da cidade e que possui quase 40 anos. É preciso que haja investimento e, obviamente, a preocupação do MP também é da Prefeitura de Maceió”, finaliza.

 

Fonte: Alagoas 24hr

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