saneamento basico
Quase 2 mil toneladas de lixo são retiradas do esgoto da Baixada em seis meses

Quase 2 mil toneladas de lixo são retiradas do esgoto da Baixada em seis meses

Quase 2 mil toneladas de lixo e gordura foram retiradas das redes, peneiras e grades instaladas antes da entrada dos esgotos nos equipamentos de bombeamento e nas estações de tratamento da Baixada Santista entre janeiro e junho de 2026. O volume equivale ao peso de 10 baleias-azuis.

Muito além de um problema ambiental, o descarte irregular de resíduos em pias e vasos sanitários afeta diretamente o dia a dia da população. Além disso, o lixo compromete o fluxo do esgoto nas tubulações, provoca obstruções, aumenta a frequência das manutenções e pode causar extravasamentos nas ruas e até o retorno do esgoto para os imóveis.

Dentre os itens mais encontrados pelas equipes da Sabesp durante as manutenções estão cabelos, fio dental, cotonetes, preservativos, fraldas, absorventes, embalagens plásticas e óleo de fritura descartados de forma inadequada. O plástico, principal matéria-prima de fraldas e absorventes, leva cerca de 400 anos para se decompor naturalmente. Assim como o látex dos preservativos leva séculos para se degradar.

O descarte correto desses materiais contribui para preservar o meio ambiente, evitando que resíduos e esgoto alcancem as galerias de drenagem pluvial e cheguem ao mar. Também reduz os custos com limpezas preventivas, a manutenção de equipamentos e ajuda a manter a eficiência do sistema de esgotamento sanitário.

“Em 2025 foram retiradas, em média, 400 toneladas de lixo por mês. Neste primeiro semestre de 2026, a média mensal foi de 327 toneladas, uma redução de 18%. Embora as quantidades tenham diminuído, o volume ainda demonstra que muitos moradores precisam reconhecer as consequências dessa prática inadequada, que bloqueia o fluxo nas tubulações e sobrecarrega o sistema. Por mais rápida que seja a ação corretiva, ninguém quer enfrentar um extravasamento de esgoto na rua ou o retorno dele para dentro de casa. E esse prejuízo pode ser evitado com atitudes simples”, explica Andrenandes Gonçalves, gerente de Manutenção e Serviços Operacionais da Sabesp na Baixada Santista.

Para dimensionar esse volume, estima-se que 327 toneladas de concreto seriam suficientes para construir a estrutura de um pequeno edifício de três a quatro andares ou pavimentar cerca de 1.300 m² de ruas.

Para impedir que esses resíduos prejudiquem o funcionamento das 353 estações elevatórias, responsáveis pelo bombeamento dos esgotos. E das 18 estações de tratamento da Baixada Santista. A Sabesp realiza, durante todo o ano, serviços preventivos de limpeza das instalações.

LEIA TAMBÉM: Seis municípios devem receber estações móveis de tratamento de esgoto

Essas ações garantem que o esgoto continue seguindo seu percurso até as estações de tratamento.

O óleo de cozinha e qualquer tipo de gordura estão entre os principais vilões da rede de esgoto quando descartados em pias, tanques ou vasos sanitários.

Ao esfriar, a gordura endurece e forma crostas dentro das tubulações. Isso aumenta a frequência das manutenções.

Em muitos casos, torna-se impossível desobstruir a rede apenas com equipamentos de sucção ou hidrojateamento. Nesses casos, é necessária a abertura do pavimento para substituir trechos da tubulação.

A prevenção envolve tanto o descarte adequado do óleo quanto o uso correto da caixa de gordura. Ela é destinada apenas à água proveniente da pia da cozinha ou da churrasqueira. Além da realização de sua limpeza periódica.

Outro fator que contribui para entupimentos e extravasamentos é a ligação irregular das águas de chuva à rede de esgotamento sanitário. Além de sobrecarregar o sistema. Ademais, essa prática é proibida pela Deliberação nº 106 da Arsesp, que determina a separação entre as galerias de drenagem pluvial e o sistema de esgotamento sanitário.

Por meio de inspeções com equipamentos de televisionamento. E de testes de fumaça e corante atóxico. A Sabesp identifica imóveis em situação irregular e notifica a administração municipal para as providências cabíveis. A disponibilização da infraestrutura de drenagem e a fiscalização do uso correto cabem às prefeituras. Que podem aplicar sanções, como multas.

Por fim, todo o material retirado das estações de tratamento de esgoto é armazenado em caçambas. E destinado a aterros sanitários devidamente licenciados. Seguindo as normas e exigências ambientais.

Fonte: Jornal da Orla

LEIA TAMBÉM: Veja como válvulas e reguladores podem ajudar a economizar água em casa

Últimas Notícias:
Seis municípios devem receber estações móveis de tratamento de esgoto

Seis municípios devem receber estações móveis de tratamento de esgoto

O modelo de estações móveis de tratamento de esgoto, apresentado pela Corsan como uma forma de acelerar o saneamento no Rio Grande do Sul, começa a se espalhar pelo Estado. Depois da unidade pioneira em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste, já em operação, a Companhia avança com a implantação de estações em Horizontina, São Luiz Gonzaga, Frederico Westphalen e Serafina Corrêa.

Leia mais »