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Privatização da Copasa Marília Melo detalha investimentos bilionários e faz acenos a empregados

Privatização da Copasa: Marília Melo detalha investimentos bilionários e faz acenos a empregados

A presidente da companhia prometeu uma transição sem movimentos bruscos e disse que incorporação da Copanor está em estudo.

A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, afirmou que a privatização da companhia não altera o planejamento de investimentos da empresa. Ela foi a convidada especial do Conexão Empresarial de julho, realizado na noite de segunda-feira (13/7), em Belo Horizonte. Aos empresários, ela detalhou os principais projetos previstos para os próximos anos e reforçou que a estatal mantém a meta de investir cerca de R$ 2,87 bilhões apenas em 2026.

Segundo Marília, o principal desafio da companhia continua sendo cumprir as metas do Marco Nacional do Saneamento, que determina a universalização da coleta e do tratamento de esgoto até 2033. Ela ressaltou, porém, que a Copasa pretende ir além das exigências legais e destacou três projetos considerados estratégicos.

Entre os principais projetos está a modernização do Sistema Rio das Velhas, que deve receber R$ 2,7 bilhões em investimentos. Além disso, o Sistema Rio Manso contará com outros R$ 1 bilhão em recursos.

Ambos são responsáveis pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outro destaque é o projeto Renova Pampulha. A iniciativa receberá R$ 477 milhões para ações de despoluição da lagoa. A meta é elevar a qualidade da água até 2028.

Transição sem rupturas

Em entrevista exclusiva a O TEMPO, Marília procurou tranquilizar os empregados da companhia e afirmou que o processo de transição para o controle da Equatorial será conduzido sem mudanças bruscas na estrutura da empresa.

“Estamos fazendo o trabalho normalmente na Copasa, dialogando com transparência com os nossos empregados nesse momento de transição, que, óbvio, traz dúvidas e insegurança para todos, mas com muita convicção de que o grupo que virá, o grupo Equatorial, tem uma visão clara da importância do conhecimento dos empregados, da expertise que a Copasa tem em saneamento e conta com todos eles para que a gente possa romper os novos desafios da universalização”, afirmou.

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Diálogo com os municípios

A presidente também destacou que uma das prioridades da companhia é ampliar o diálogo com os municípios durante o período de transição. A Copasa ainda trabalha para converter os contratos de concessão ao novo modelo, com vigência até 2073, conforme prevê a legislação.

Segundo Marília, o objetivo é garantir segurança jurídica às 636 cidades atendidas pela empresa e assegurar que os investimentos necessários para a universalização do saneamento sejam mantidos.

“Um ponto importante nesse momento é redobrar o diálogo com os municípios. A gente ainda tem um prazo para fazer a conversão dos contratos e esse momento é muito importante para a gente dar segurança aos 636 municípios de que os investimentos para a universalização estarão garantidos para todos eles”, disse.

Tarifas seguem sem reajuste imediato

Ao responder às perguntas de empresários, Marília afirmou que o modelo de equilíbrio tarifário da Copasa será preservado. Além disso, descartou aumentos imediatos nas contas de água e esgoto em razão da privatização.

Ela ponderou, contudo, que haverá os reajustes previstos no modelo regulatório. Também explicou que os investimentos necessários para ampliar a cobertura de esgoto nos municípios ainda não atendidos pela companhia serão incorporados aos cálculos futuros.

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Copanor em estudo

Outro tema abordado foi a incorporação da Copanor, empresa responsável pelos serviços de saneamento em municípios do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

De acordo com Marília, os estudos para integrar as operações estão em andamento dentro da companhia e têm como objetivo garantir a continuidade dos investimentos e da prestação dos serviços nessas regiões.

Fonte: OTempo

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