saneamento basico
PL Licenciamento Ambiental Saneamento

Alteração no relatório do PL do licenciamento ambiental acende alerta no setor de saneamento

PL Licenciamento Ambiental Saneamento

Uma mudança incluída no relatório do PL (Projeto de Lei) 2.159/2021, que trata das regras para o licenciamento ambiental no país, reacendeu o alerta no setor de saneamento.

O texto em análise no Senado inclui o esgotamento sanitário no rol de atividades que exigirão licenciamento ambiental completo, por serem consideradas de “significativo impacto ambiental”.

A alteração no artigo 8 do projeto inverte a lógica da proposta aprovada anteriormente na Câmara dos Deputados, que previa a dispensa de licença ambiental para empreendimentos do setor – o que englobaria desde a captação de água até as ligações prediais e as instalações operacionais de coleta, transporte e tratamento de esgoto.

O PL está sendo analisado em conjunto pela CRA (Comissão de Agricultura) e pela CMA (Comissão de Meio Ambiente) do Senado, com dois relatores ao mesmo tempo: o senador Confúcio Moura (MDB-RO), da CMA, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), da CRA.

LEIA TAMBÉM: Plataforma Águas Brasil: ANA conecta regulação hídrica à inteligência territorial

Os relatores redigiram o relatório, de texto único, com base em entendimentos entre eles, entregaram-no no início do mês, e a Comissão de Meio Ambiente começou a avaliá-lo na terça-feira (13).

PL Licenciamento Ambiental Saneamento

A mudança gerou preocupação entre operadores públicos e privados. Fontes ouvidas pela Agência iNFRA afirmam que a nova redação pode inviabilizar a meta de universalização dos serviços até 2033, prevista no marco legal do saneamento, em função da morosidade dos processos de licenciamento ambiental de novas estações de tratamento de esgoto e outras estruturas de operação das concessionárias.

Contudo a avaliação é de que o esgotamento sanitário é uma atividade de impacto ambiental positivo, e que a apenas a priorização prevista no texto não fornecerá o enforcement necessário para viabilizar as licenças. Além disso, o entendimento é de que o esgotamento seguirá regulado por normas ambientais específicas e submetido à fiscalização por parte das agências.

LEIA TAMBÉM: Inpasa investe R$ 2,5 bilhões para ampliar processamento para etanol e óleo

Portanto a proposta deve seguir para votação em plenário no Senado na próxima semana. Caso aprovada com mudanças, retorna à Câmara para nova análise. Entidades representativas do setor trabalham nos bastidores para tentar ajustar o texto final. A Agência iNFRA fez contato por e-mail com as assessorias dos relatores do PL, senador Confúcio Moura e senadora Tereza Cristina, para comentarem o assunto, mas não obteve retorno.

Fonta: AI.

Últimas Notícias:

Implementação da Tarifa Social de Água e Esgoto avança em municípios onde vivem mais de 156 milhões de brasileiros

a comparação de dados de abril e maio, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informa que houve o aumento de 154,9 milhões para 156,2 milhões de brasileiros residentes em municípios. Onde a implementação pela Tarifa Social de Água e Esgoto foi iniciada. Segundo a atualização de maio da Lista Positiva da Tarifa Social de Água e Esgoto.

Leia mais »
SBV Ambiental (8)

Implantação de redes coletoras de esgoto: desafios executivos, produtividade e impactos operacionais em um estudo de caso | SBV Engenharia Ambiental

A implantação de redes coletoras de esgoto representa uma etapa fundamental da infraestrutura de saneamento urbano. Embora frequentemente associada apenas à instalação de tubulações, a execução envolve uma cadeia complexa, diretamente influenciada por fatores como profundidade de vala, interferências subterrâneas, presença de água, condições geotécnicas, logística de materiais e produtividade das frentes de obra.

Leia mais »