Energia do lixo
Embora o melhor caminho seja a reciclagem, a realidade é que falta no país cultura e planejamento para lidar com os resíduos sólidos urbanos.
Embora o melhor caminho seja a reciclagem, a realidade é que falta no país cultura e planejamento para lidar com os resíduos sólidos urbanos.
Segundo a ABREN, somente em 2023 o país tem a possibilidade de receber investimentos de aproximadamente R$ 4 bilhões no setor
O Brasil foi contemplado, em 2022, com o excelente trabalho realizado pelo Programa de Energia para o Brasil (BEP) do Governo Britânico e executado pelo consórcio de organizações liderado pela Adam Smith International (ASI), com a participação do Instituto 17 (i17), Carbon Limiting Technologies (CLT), hubz e Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O assunto ficou em consulta pública no período de 27/7 a 09/09/22 e recebeu 172 contribuições. Desse total, 16 foram aceitas, 31 parcialmente aceitas e 123 foram rejeitadas.
Durante o evento, a associação realizou o Seminário Nacional sobre a Recuperação Energética de Resíduos, que contou com a participação de autoridades, executivos e especialistas no setor.
Os diretores da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Vitor Saback e Filipe Sampaio participaram do Congresso Bianual do Conselho de Pesquisa e Tecnologia em Recuperação de Energia.
É essencial a alocação de quantidade suficiente de energia para viabilizar 131 MW de potência instalada de usinas a partir da recuperação energética de resíduos sólidos urbanos.
O leilão A-5 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para contratar empreendimentos de geração de energia terá interessados, diz o presidente da Abren (Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos), Yuri Schmitke, 42 anos.
A ABREN tem como objetivo promover a recuperação de energia dos resíduos, resolvendo simultaneamente dois grandes problemas no Brasil e no mundo atualmente: o descarte de resíduos sólidos e a geração de energia limpa.
Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos aponta ainda que as 28 regiões metropolitanas do Brasil têm potencial para receber investimentos superiores a R$ 79 bilhões.