Pátria planeja ampliar atuação no saneamento básico do Brasil
Thiago Bronzi detalha planos da gestora para crescer no setor e avalia desafios para novos operadores no Brasil.
Thiago Bronzi detalha planos da gestora para crescer no setor e avalia desafios para novos operadores no Brasil.
Em 2033, apenas sete das 27 Unidades Federativas brasileiras deverão atingir a universalização dos serviços de esgoto. No caso da distribuição de água, a perspectiva melhora, mas nem 60% dos Estados deverão alcançar a meta: 15 deles farão a universalização até lá, segundo projeção da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).
Resolver o saneamento básico no Brasil lembra muito a montagem de um cubo mágico: não basta alinhar apenas uma das faces para resolver o problema.
Os governos estaduais eleitos vão precisar encarar uma nova fase de amadurecimento no setor de saneamento. Atualmente, o mercado apresenta baixo apetite por novos ativos de concessão ou PPP (Parceria Público-Privada).
Desde que passou a atuar de forma mais programática na estruturação de projetos de saneamento, em 2016, o BNDES ampliou sua participação na modelagem de concessões e parcerias público-privadas do setor.
O setor de saneamento no Brasil deve gerar investimentos adicionais de R$66,3 bilhões (US$12,7 bilhões) até 2028, apesar dos desafios atuais enfrentados pelo segmento.
Projetos de saneamento enfrentam menor apetite privado, juros altos, incertezas sobre a reforma tributária e questionamentos sobre as modelagens.
Os avanços ainda insuficientes em vários estados do país, aliados a problemas no horizonte com os contratos de parceria já assinados, estão aumentando a pressão pela ampliação do prazo da universalização do saneamento básico.
O setor de 1 saneamento prevê a realização de ao menos 31 leilões nos próximos meses e anos, com estimativa de R$ 66,3 bilhões em investimentos, segundo levantamento da Abcon (Associação Brasileira das Empresas de Saneamento) feito a pedido da Folha.
A definição proposta pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) de regulação contratual e discricionária pode promover mudanças na gerência das concessões de saneamento.