Governo teme que disputa pela água chegue à Justiça
Guerra que agora opõe São Paulo a Rio já motivou processo em cidades de Minas
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Mais de 2,392 bilhões de litros de água: essa é a quantidade diária “perdida” pelo Sistema Cantareira para abastecer quase 14 milhões de pessoas na região de Campinas e na Grande São Paulo.
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, divulgou um plano de R$ 13 bilhões em investimentos, caso seja eleito, para combater a crise de água do Estado. Seriam R$ 5 bilhões de obras emergenciais e estruturantes e R$ 8 bilhões para manutenção e redução de perdas em quatro anos.
Reportagem do programa enfatiza dramas familiares em cidades do interior sem, no entanto, esclarecer a origem dos problemas de abastecimento no estado
Principal fornecedor de água à população da Grande São Paulo, o Sistema Cantareira teve uma sequência de quedas no nível das suas represas - e o panorama já é considerado a pior crise da história na região. A rede, na sua totalidade, é responsável pelo abastecimento de 8,1 milhões de habitantes, população quase seis vezes maior do que o número de habitantes de Porto Alegre.
Hoje (25), o presidente da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), Abelardo de Oliveira Filho, assinará as ordens de serviço para o início das obras de abastecimento de água em quatro municípios da região de Jequié, que envolverão recursos da ordem de R$ 3,16 milhões, oriundos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep).
Os planos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é ter o volume morto da Barragem Biritiba, uma das cinco represas que formam o Sistema Produtor Alto Tietê, disponível para utilização em uma semana. No entanto, as obras para captar água da reserva técnica sequer foram aprovadas pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).
Especialistas veem com ressalvas ideia do governo de usar a reserva técnica do Alto Tietê e defendem racionamento para evitar colapso do sistema
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, acusou nesta terça-feira, 22, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) de investir menos do que o necessário para evitar a crise no abastecimento em São Paulo.
Cinco meses após ter iniciado o “bombardeio” de nuvens para tentar fazer chover no Sistema Cantareira, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai repetir a estratégia no Alto Tietê, que também passa por grave crise de estiagem.