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ANA avança em normas para universalizar saneamento básico no Brasil

ANA avança em normas para universalizar saneamento básico no Brasil

Diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico defende padronização de regras para atrair investimentos para o setor

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico tem intensificado sua atuação regulatória. Dessa forma, busca acelerar a universalização do saneamento básico no Brasil. No entanto, o país ainda está distante das metas estabelecidas pelo novo marco legal do setor.

Desde a atualização da legislação, em 2020, a agência passou a editar normas de referência. Com isso, o objetivo é padronizar regras. Além disso, pretende aumentar a segurança jurídica. Por fim, busca atrair investimentos, sobretudo privados.

Segundo a diretora-presidente interina da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, Ana Carolina Argolo, a padronização é central para dar previsibilidade ao setor.

“O objetivo é criar segurança jurídica e harmonizar regras como governança, metas de universalização e estruturas tarifárias em todo o país”, disse ela a VEJA.

Até o momento, a agência já publicou 15 normas de referência, sendo que 14 já estão em vigor — cerca de um terço da agenda regulatória prevista.

As normas abrangem desde o abastecimento de água e o esgotamento sanitário até o manejo de resíduos sólidos e a drenagem urbana.

Atualmente, 2.585 municípios, por meio de 27 Entidades Reguladoras Infranacionais (ERIs), já aderiram às normas de referência para água e esgoto.

“O cumprimento dessas normas é fundamental para que as localidades tenham acesso a recursos públicos federais e financiamentos da União”, destaca a diretora.

Apesar dos avanços institucionais, os efeitos práticos ainda aparecem de forma gradual.

“As obras de saneamento são estruturais e de longo prazo, mas já se percebe mudanças”, afirma Argolo, citando melhorias na balneabilidade da Baía de Guanabara e na qualidade da água em cidades litorânneas e capitais, como Aracaju, Maceió, Recife e Natal.

Para a agência, o investimento privado é hoje indispensável para cumprir as metas de universalização.

“O Brasil ainda investe menos do que o necessário por ano, então o capital privado é uma necessidadade”, diz Argolo.

Fonte: VEJA


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