Crise hídrica e energia: conflitos no uso múltiplo das águas
O artigo tem como foco o conflito existente entre a geração de energia elétrica e o uso múltiplo das águas no país.
O artigo tem como foco o conflito existente entre a geração de energia elétrica e o uso múltiplo das águas no país.
O Cantareira está sem receber chuvas desde o dia 14 e voltou a perder volume, passando de 16,4% para 16,3%.
O Sistema Cantareira terá novas regras de captação de água a partir do mês que vem. As normas estão sendo definidas em conjunto pelo governo de São Paulo e pela Agência Nacional de Águas (ANA) e vão valer por uma década.
O representante da Aliança pela Água – rede que reúne mais de 60 entidades não governamentais ligadas à questão hídrica –, João Ramirez, explicou que o grupo foi formado há um ano para discutir o problema em São Paulo. Entre as discussões e estudos feitos, a Aliança propõe formas para enfrentar a crise e uma nova cultura para o uso racional da água.
As obras estão estimadas em R$ 830 milhões, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp), e o consórcio habilitado é formado pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções Ltda - com proposta de R$ 555 milhões.
O segundo índice leva em consideração a conta do volume armazenado pelo volume total de água do Cantareira. Nesta terça, ele era de 12,8%. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume da reserva técnica pelo volume útil, e era de -12,8% nesta manhã.
A crise hídrica está longe de acabar, e o Brasil precisa avançar na adoção do reúso – que permite levar “a água da privada de volta para a torneira”
A projeção de chuvas e da afluência (água que entra na represa) para o mês de setembro no Sistema Cantareira indica que os reservatórios devem iniciar outubro em condições piores do que em 2014. Segundo modelo criado por professores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), no melhor cenário – chovendo 25% acima da média para o mês – o Cantareira terá 11,1% de seu volume total, considerando a água do volume morto. Em outubro do ano passado, tinha 17,1%.
Segundo o gerente de Tratamento de Água e Operações do Dmae, Fernando Guimarães Moreira, a redução de consumo se deve, principalmente, à conscientização da população. “Em virtude das dificuldades que a região Sudeste enfrentou no biênio 2013/2014 em relação à falta de chuvas, do tema em evidência, e das ações que promovemos na cidade para o uso responsável da água, a população vem se mostrando mais consciente. O resultado é ver um volume produzido relativamente menor que nos anos anteriores”, disse.
O aumento mais expressivo foi no Sistema Guarapiranga, que pulou de 66,5% da capacidade para 67,2%. No Sistema Alto Tietê, que vive estado crítico e que tinha quedas de nível há 40 dias, a elevação foi de 13% para 13,1%.