Sem chuva, água do Alto Tietê só dura mais dois meses
Segundo maior manancial tem capacidade para 521 bilhões de litros e registra 44 bilhões
Segundo maior manancial tem capacidade para 521 bilhões de litros e registra 44 bilhões
Quase nove em cada dez paulistanos já esperam ficar sem água por longos períodos nos próximos meses. Segundo uma pesquisa feita pelo Datafolha, é a primeira vez que mais da metade da população de São Paulo enfrenta falta de água pelo menos uma vez no último mês.
Os aquíferos da região metropolitana têm capacidade para produzir até 16 mil litros de água por segundo, mas 40% dos recursos não são aproveitados
De acordo com o diretor, engenheiro Antônio Jorge Motta, atualmente a autarquia perde de 42% a 43% de todo o volume distribuído.
SÃO PAULO - O nível nos reservatórios do Sistema Cantareira continua em queda e atingiu hoje (22) 6,7% da sua capacidade total de armazenamento, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Há um ano, o volume armazenado era 40,2%.
Os efeitos da prolongada seca sobre as cidades do interior de São Paulo vão desde a queda no turismo em cidades que vivem das atrações do rio Tietê, passam por diminuição da operação de empresas de transporte fluvial e de grãos até um recuo na safra de cana de açúcar e hortaliças.
A outorga de direito de uso de recursos hídricos é um instrumento da Política Nacional de Recursos Hídricos, que assegura o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água
Especialistas afirmam: possibilidade de faltar água nas torneiras do Estado é real. E o Cantareira só deve se recuperar completamente a partir de 2016
São Paulo e parte dos Estados do Sul e Sudeste do país podem entrar tanto num ciclo de desertificação como de extermínio de suas reservas hídricas existentes no subsolo. A influência das queimadas e do desmatamento amazônico no ciclo das chuvas nas porções mais ao sul do país alarma tanto os cientistas tanto quanto aos níveis de contaminação das águas potáveis existentes.
Na tarde de segunda-feira (22), cerca de 2 mil moradores de Itu, no interior paulista, foram até a Câmara Municipal em busca de respostas para a falta de água na cidade. Vândalos aproveitaram a mobilização e um cenário incomum para o município de quase 164 mil habitantes se formou, com violência e bombas de efeito moral para dispersar o tumulto. A cidade aguarda pela decretação de calamidade pública , e não é a única razão que pode abrir um precedente em São Paulo.