saneamento basico
Projeto de “vagas verdes” para São Paulo é aprovado

Projeto de “vagas verdes” para São Paulo é aprovado

Câmara aprova projeto assinado por Renata Falzoni, Nabil Bonduki e Marina Bragante que substitui vagas de carros por pequenas áreas verdes.

No final de abril. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou dois projetos de lei com foco no combate às mudanças climáticas. Além disso, as propostas visam o desenvolvimento de uma cidade mais verde.

Os projetos são de autoria dos vereadores que compõem a Frente Parlamentar de Direito à Cidade Sustentável da Câmara Municipal de São Paulo. Entre eles, destacam-se Renata Falzoni (PSB), Nabil Bonduki (PT) e Marina Bragante (PSB).

O primeiro projeto cria diretrizes para a adaptação climática na rede municipal de ensino – PL ECOA; o segundo institui o Programa Vagas Verdes nas vias do município. As aprovações reforçam a agenda de adaptação climática e requalificação do espaço público na capital paulista.

Os dois projetos seguem agora para sanção do prefeito Ricardo Nunes.

Vagas Verdes

O Projeto de Lei 378/2025, de autoria dos vereadores Marina Bragante, Renata Falzoni e Nabil Bonduki, cria as bases para transformar áreas hoje destinadas ao estacionamento de veículos em espaços permeáveis e arborizados, com potencial de contribuir para a drenagem urbana, a redução das ilhas de calor e a ampliação da biodiversidade na cidade.

Apresentado em abril de 2025, o projeto prevê a implementação gradual das vagas verdes, com comprimento mínimo de cinco metros e possibilidade de agrupamento para alcançar até 20% do comprimento de cada lado das quadras selecionadas, a partir de critérios técnicos e participação social. A inspiração vem de experiências internacionais de requalificação urbana e adaptação climática, com foco na recuperação de áreas impermeabilizadas e na melhoria da qualidade ambiental dos bairros.

“São Paulo precisa usar melhor o espaço público para enfrentar os desafios climáticos do presente e do futuro. As vagas verdes são uma proposta concreta, de escala local, mas com impacto real na drenagem, no conforto térmico e na qualidade de vida da população”, diz Bragante.

Adaptação climática nas escolas

O Projeto de Lei 226/2025, de autoria de Marina Bragante, institui a Política de Adaptação Climática para a rede municipal de ensino. A proposta foi articulada por meio da Bancada do Clima, aliança suprapartidária de parlamentares comprometidos com o enfrentamento da crise climática.

Entre as diretrizes previstas estão medidas de prevenção a enchentes, ampliação de áreas verdes, implantação de hortas escolares e jardins de chuva, incentivo ao uso de energia limpa, ações de economia circular e estratégias para tornar os prédios escolares mais resilientes a eventos extremos. O texto também prevê formação de professores, estudantes e comunidades escolares para lidar com os efeitos da crise climática.

“Adaptar as escolas à crise climática é proteger o aprendizado, a saúde e a vida das crianças, sobretudo nas regiões mais vulneráveis da cidade. É levar a pauta climática para onde ela precisa estar, que é no cotidiano das pessoas e na estrutura dos serviços públicos”, afirma a vereadora.

Criada por Marina Bragante, a Bancada do Clima reúne vereadores, deputados estaduais e federais de diferentes partidos em todo o país. O PL ECOA — Escolas com Adaptação Climática — é a principal proposta do coletivo e já foi protocolado em 42 municípios brasileiros. Além de São Paulo, já foi aprovado em Salvador (BA), Alagoinhas (BA), Maruim (SE) e Paraíba do Sul (RJ).

Fonte: Ciclo Vivo


Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »